27
set 2018

Inhotim | Brasil

Há muito tempo venho tentando me organizar pra conhecer Inhotim. Era uma vontade antiga mesmo, da época em que comecei a me interessar mais por arte e por viajar dentro do Brasil. Por mil motivos a viagem nunca saía, até que em uma promoção inesperada comprei as passagens pra BH e assim, sem mais nem menos, resolvemos que finalmente íamos conhecer Inhotim.

Pra quem não sabe, O Instituto Inhotim é a sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. Está localizado em Brumadinho, uma cidade com 38 mil habitantes, a apenas 60 quilômetros de Belo Horizonte.

COMO CHEGAR

Para chegar até Brumadinho você tem algumas opções: voar até Belo Horizonte e de lá alugar um carro ou contratar um transfer/motorista para te levar e trazer de volta.

Nós optamos por alugar um carro (alugamos aqui!) e ter mais facilidade/disponibilidade por lá. Apesar do trajeto ser curto, essa é uma viagem de mais ou menos 1h30 de carro, sem engarrafamento. A estrada é tranquila, com bastante sinalização e o waze funciona super bem todo o trajeto.

ONDE FICAR

Brumadinho é uma cidade pequena e bem simples, por lá vocês não vão encontrar muitas opções de hospedagem luxuosas, mas tem varias opções de hotéis e pousadas bem simpáticas que atendem de forma bastante satisfatória os interessados no Instituto.

Estrada Real Palace Hotel
Ville de Montagne Hotel
Pousada Verdes Vilas
Pousada Dona Carmita
Pousada Alta Vista

Foto da galeria desta acomodaçãoFoto da galeria desta acomodação(Estrada Real Palace Hotel | Fotos do Booking.com)

Como nós estávamos em 4 adultos e 2 bebês, optamos por alugar uma casa pois seria mais confortável pra gente. Ficamos na Casa Inhotim, uma casa simples e confortável a 5min de carro do centro da cidade e a 10min de Inhotim.

Há quem prefira fazer bate e volta de BH e dormir por lá, nesse caso selecionei alguns hotéis pra quem quiser fazer esse esquema. Lourdes é o badalo de BH, uma espécie de Leblon da cidade. Selecionei algumas opções nesse bairro e algumas outras opções mais no caminho do Instituto.

Quality Lourdes
Promenade BH Platinum
BH Othon Palace
Holiday Inn Savassi
Ibis BH Savassi

Uma novidade é que em breve será inaugurado um super hotel de luxo dentro do Instituto. A ideia é fazer uma verdadeira imersão no mundo das artes. O hotel, que está sendo construído pelo grupo do Txai (de Itacaré), promete ser super diferente, luxuosos e muuuuito moderninho.

MELHOR ÉPOCA E QUANTO TEMPO FICAR

Sempre acho que para alguns destinos do Brasil isso é muito relativo. Pessoalmente nem olhei se era uma “boa época” quando comprei as passagens e os ingressos. Acho que fiz isso por ser um destino “perto de casa”. Imaginei que a temperatura não seria tão diferente e não foi mesmo. Pegamos dias lindos, calor durante o dia e fresquinho de manhã cedo e à tarde/noite.

Se setembro é a melhor época eu não sei, mas com certeza se fôssemos em um dia de chuva seria bem ruim pois todo o deslocamento lá dentro é feito ao ar livre e a pé. Sem falar que várias obras ficam mesmo a céu aberto. Ou seja, em um dia de chuva não seria legal. Acho que essa é a única grande preocupação climática que vocês precisam ter.

Com relação a quanto tempo ficar, vou ser bem pragmática aqui: não passe menos de 1 dia e meio no museu se você tem a intenção de ver todas as obras. E entendam ver como dar uma olhada e não ficar 200h analisando todos os detalhes. É impossível, mesmo que você seja a pessoa mais rápida do mundo. Pessoalmente, acho que fazer um bate e volta de BH, não vale a pena. A não ser que essa seja sua única opção. Mas se você consegue dormir pelo menos uma noite na cidade, faça isso e curta o Instituto com calma.

Nós pegamos um vôo que saía as 7h do Rio e até pousar em BH, alugar o carro e dirigir, chegamos em Brumadinho 11h30. Ou seja, esse foi nosso “meio” dia. No dia seguinte chegamos em Inhotim um pouquinho antes de abrir e saímos na hora que fechou.

ANTES DE IR

Algumas coisas ninguém te fala mas são bem importantes de você saber antes de ir pra lá. Uma delas é: compre seus ingressos pela internet e com antecedência. As filas para comprar na hora são imensas. Mesmo. (O site oficial é esse aqui!)

O Instituto é muito grande, logo, você vai andar muito. Se você tem tempo e isso não é um problema pra você, ótimo. Mas a minha recomendação, independente da sua idade e estilo de viagem é para você comprar junto com seus ingressos pelo menos um dia do transporte em rotas oferecido por eles. Essa dica foi a nossa guia que deu e foi essencial. Vende no mesmo site dos ingressos.

Aliás, contratar um guia, na minha opinião, é fundamental. Ele te acompanha durante toda a visita e te explica sobre o Instituto, sobre as obras, os artistas, sem falar que eles conhecem aquilo com o palma da mão então sabem o melhor caminho, as “melhores” obras… sou suspeita para falar porque realmente acho imprescindível. A nossa viagem não teria sido a mesma sem a nossa guia, que foi maravilhosa.

Ela aguentou nossas piadas, tinha paciência com os horários dos bebês, era fotógrafa do grupo (e das boas) e ainda atuava como babá de vez em quando! Hahahahahah Mas sério, recomendo MUITO! Vou colocar o contato dela aqui.

Thais Martini
(31) 9562-7979
@tatamartinii

Entre em contato com ela com antecedência e já faça seu agendamento. Assim você garante uma visita assistida que certamente será melhor do que passear meio sem rumo (e sem informação) por lá. É o tipo de coisa que vale cada centavo, sabem?

ONDE COMER

Dentro do Instituto você encontra 2 grandes restaurantes e alguns bares, cafés e lanchonetes. Então, comida não será um problema pra você. Nós acabamos experimentando apenas um restaurante porque gostamos tanto que quisemos repetir no dia seguinte.

  • Tamboril: Foi o que amamos. Ele é um buffet de pratos principais e sobremesas, com valor fixo (R$79,90) e você pode comer o quanto quiser. A comida tem gosto de comida caseira e mistura um toque mineiro com uma culinária mais internacional. Tudo estava muito saboroso. Gostamos tanto que repetimos no dia seguinte.

  • Oiticica: É um restaurante um pouco maior, perto das obras do Hélio Oiticica (por isso o nome). Diferente do Tamboril, esse é um restaurante a kilo (R$49,90/kg). Você paga de acordo com a quantidade que comer.

Recomendo que você faça reserva para os restaurantes, principalmente se for na alta temporada ou em feriados pois o instituto fica bem cheio e a gente não quer perder tempo em fila de restaurante né?!

AS OBRAS

Não tenho a menor condição ou capacidade de falar uma a uma aqui. Mas acho que algumas valem um destaque por serem muito legais ou diferentes. Então, resolvi fazer uma seleção das que eu mais gostei por algum motivo. E assim, vocês podem marca-las como imperdíveis na visita de vocês a Inhotim.

Sonic Pavilion | Doug Atkin: Uma das minhas preferidas. Uma ideia simples e genial: o som da Terra. “Trata-se de abrir um furo de 200  metros de profundidade no solo, para nele instalar uma série de microfones e captar o som da Terra. Este som é transmitido em tempo real, por meio de um sofisticado sistema de equalização e amplificação, no interior de um pavilhão de vidro, vazio e circular,  que busca uma equivalência entre a experiência auditiva e aquela com o espaço”. É muito interessante!

Forty Part Motet | Janete Cardiff: Ousaria dizer que foi a minha preferida. “Utilizando microfones individuais, Janet Cardiff gravou cada integrante do coral da Catedral de Salisbury,  trabalhando com vozes masculinas (baixo, barítono e tenor) assim como com uma soprano infantil. Na instalação, a artista usa um alto-falante para cada voz, o que permite ao espectador ouvir as diferentes vozes e perceber as diferentes combinações e harmonias à medida que percorre a instalação.” Ou seja, você fica no meio de um coral cantando. É de arrepiar.

Galeria Adriana Varejão: Uma das galerias mais famosas e bonitas do Instituto. São diversas obras no pavilhão que mostram um pouco do trabalho da artista. “Adriana Varejão elegeu o campo da pintura para desenvolver sua obra. Sua produção abarca fotografia, escultura e instalação, mas sobretudo a pintura, no sentido mais clássico do termo, pela utilização de materiais e técnicas característicos desta que é, historicamente, tanto a mais nobre quanto a mais apreciada linguagem das artes visuais. Nos trabalhos reunidos aqui, é possível acompanhar a diversidade de interesses de sua obra e a variedade de fontes de sua pesquisa – a abstração, a ruína, o monumento, o monocromatismo, a violência; a história, as ciências naturais, a arquitetura.”

Cosmococa | Hélio Oiticica: Nesse espaço você encontra várias instalações interativas do artista. Estas obras transformam projeções de slides em instalações ambientais que submetem o espectador a experiências multisensoriais. É uma das mais famosas do Instituto e muitas vezes tem fila para entrar.

Galeria Cildo Meireles: São 3 ambientes com três obras completamente diferentes. Todas muito interessantes. A “Através” você vai pisando em cacos de vidro para conseguir chegar ao centro da obra. Na “Desvio para o Vermelho” você entra em um ambiente totalmente impregnado com a cor. Achei MUITO interessante. E a terceira é a “Glove Troter” uma malha de aço que cobre bolas de diversos tamanhos. “Seu trabalho pioneiro no campo da arte da instalação prima pela diversidade de suportes, técnicas e materiais, apontando quase sempre para questões mais amplas, de natureza política e social.”

Narcissus Garden Inhotim | Yayoi Kusama: Uma das mais conhecidas obras do Instituto. São 500 bolas de aço inoxidável que flutuam sobre um espelho d´água criando formas diferentes de acordo com o vento e refletindo a paisagem local.

Beam Drop | Chris Burden: É a recriação de uma obra que existia em NY. Mas pra mim, o interessante dessa obra foi a forma como ela foi feita. Um guindaste ficou por 12h, lançando as 71 vigas de ferro que compõe a escultura em uma poça de cimento fresco. Tudo isso, sendo orquestrado pelo artista, claro. Resultado final: Beam Drop. Interessante (além de produzir ótimas fotos!).

Ttéia | Lygia Pape: Essa é uma obra “simples”, mas chamou muito a minha atenção. É uma obra toda feita com fios metalizados. “O texto versa sobre o resgate da liberdade de experimentação, questionando os parâmetros racionalistas do projeto construtivo e recuperando a dimensão subjetiva da obra”.

Bom, essas são apenas algumas das muitas obras e galerias que vocês vão encontrar por lá. São as que me marcaram de alguma forma, as que eu mais gostei por algum motivo ou as que chamaram a minha atenção. No site oficial de Inhotim você encontra mais informações sobre todas as obras, exposições, coleções e galerias do Instituto.

VALE IR COM BEBÊ E CRIANÇA?

Na minha opinião vale MUITO! Tanto bebê quanto criança. Claro que bebê não entende absolutamente nada em termos de obra de arte, mas quem é que quer que eles entendam não é mesmo? O lugar é lindíssimo, todo arborizado, cheio de flores, plantas, lagos, gramadões verdinhos… pros pequenininho é um prato cheio em termos de estímulos, ar puro e natureza.

Pros maiores acho ainda mais interessante pois muitas das obras são interativas, acessíveis e diferentes. Elas despertam o interesse dos pequenos. Algumas obras tem piscina aberta para os visitantes, outras tem diferentes tipos de interatividade… E assim como é um show de estímulos para os bebês, para as crianças maiores também é. Com a diferença de que talvez elas entendam um pouco mais do espaço que estão conhecendo e visitando.

Na prática: todos os lugares tem rampa e são super acessíveis. Vocês não terão problema de andar com carrinho de bebê pra cima e pra baixo. Além disso, tem a possibilidade de usar o carrinho de golfe pago, disponível no instituto. Algumas distâncias são muito longas e sem dúvidas, é uma boa pedida para quem está com criança. Os restaurantes são super tranquilos e kids friendly. Eles tem cadeirinha para os pequenos e opções de comidinha bem tranquilas.

Em resumo, gostei muito de ter ido a Inhotim. Era um lugar que eu queria muito conhecer e superou as minhas expectativas. Muito mais organizado, bonito e agradável do que eu imaginava. Muito legal de levar os bebês, de passear, ótima comida, obras super interessantes pra todos os gostos e idades.

Uma viagem relativamente barata dentro do Brasil e que vale a pena ser feita. Recomendadíssima!

Viajamos em setembro de 2018. Vic tinha 14 meses. 

Esse fim de semana resolvi fazer um programa diferente e ir conhecer a Ilha da Gigóia. Pra quem não é do Rio, essa é uma pequena ilha que fica no Canal da Barra da Tijuca. Hoje, moram aproximadamente 3 mil pessoas na ilha, que pode ser percorrida em uma caminhada de mais ou menos 25 minutos.

Pra chegar na Ilha é necessário fazer uma travessia de balsa (R$2/pessoa). Os barcos partem de um pequeno pier em uma ruela entre o prédio da Unimed e o posto Shell (na Avenida Armando Lombardi), no início da Barra da Tijuca. Quem for de metrô pode descer na estação Jardim Oceânico e atravessar a rua para chegar ao pier. (A dica aqui é estacionar o carro no shopping Barra Point!)

Se você quiser que o barqueiro te leve a algum outro ponto da Ilha da Gigoia ou da Ilha Primeira (que é logo depois) você precisa falar com ele para ele te informar o valor da “corrida” e te deixar no pier mais próximo. Foi o que fizemos. Pedimos para o barqueiro nos levar até o Bar do Cícero que era nossa escolha para o almoço.

Chegamos cedo por lá pois o restaurante costuma lotar. Pegamos uma mesa na beira da água e começamos a curtir o programa. Pedimos uma porção de pastel de camarão, que estava divino. Terminamos com uma moqueca de peixe que também estava deliciosa. O prato é bem farto e servia 3 pessoas tranquilamente. Achei o Bar do Cícero com excelente custo x benefício. Inclusive é uma boa opção para quem quer comer um bom prato de frutos do mar sem gastar muito.

Lá na Ilha da Gigoia você ainda encontra outras opções bem conhecidas de restaurantes como o Laguna, o Venne e o Bistrô Gigoia. O ideal é sempre chegar cedo ou ligar para fazer reserva e garantir seu lugar.

Quem quiser um final de semana off e bem fora do tradicional, pode se hospedar por lá. A ilha oferece algumas opções de hospedagem bacaninhas pros hospedes relaxarem e descansarem fugindo do padrão: Pousada da Gigóia, Pousada Ilha Maravilha, Pousada Oásis do Barral, Pousada Barra Eco BoutiquePousadinha da Barra.

O local não oferece grandes atrativos além de relaxar e passear meio sem rumo pelas ruelas. Mas quem quiser, pode negociar com o barqueiro um passeio pelas ilhas do entorno. Esse programa custa em geral R$20/pessoa e leva aproximadamente uns 40 minutos. Dependendo do percurso você consegue ver diversas aves e até jacarés.

O programa é super legal para fazer com família, amigos e claro, com crianças e bebês. Nós fomos com o nosso carrinho que fechar pequenininho e foi super tranquilo. A Vic aproveitou muito e adorou o passeio de balsa.

Uma das coisas que mais amo em trabalhar no Centro é estar muito muito perto do roteiro cultural do Rio. Dificilmente venho para essas bandas no final de semana, então, durante a semana eu aproveito para ficar por dentro das exposições e atividades culturais bacanas que rolam por aqui.

coisas que amamos cultural exposição ron muek mam rio 1

Essa semana aproveitei minha hora do almoço e dei um pulo no Museu de Arte Moderna (MAM) para ver a exposição do Ron Muek. Me lembrei que ela vai acabar agora no final do mês e corri para ver. Ron Muek (australiano sitiado na Grã Bretanha) produz efeitos especiais super realistas ao criar duas esculturas. Elas reproduzem os detalhes do corpo humano com tanta precisão que, se não fosse pelo tamanho, poderiam passar por seres reais.

coisas que amamos cultural exposição ron muek mam rio 3

Algumas esculturas como a cabeça, o casal de idosos, a galinha e o homem no barco são incríveis de tão reais. É realmente impressionante. Algumas são enormes e outras nem tanto, e por isso, você pode reparar em cada detalhe feito pelo artista. Ele pensa em tudo, desde as dobrinhas da pele, até a cor, veias, pêlos… muito real.

coisas que amamos cultural exposição ron muek mam rio 2

Essa é uma exposição bem pequena, composta apenas por nove obras, mas ainda assim bem interessante de ver. Até as crianças que estavam lá estavam, curtindo bastante. Como  um plus, você ainda tem uma pequena exposição de obras restauradas e outra sobre cartazes de filmes nacionais mais antigos.

Onde? Museu de Arte Moderna – MAM | Av Infante Dom Henrique, 85 – Aterro do Flamengo.
Quanto? R$14
Quando? Até 30 de junho, domingo. De 3a a 6a, das 12h até as 18h, e sábados e domingos, das 11h às 19h.

14
fev 2014

Pipoquinha de Janeiro

Depois das férias conseguir tirar um pouco o atraso dos filmes em cartaz e fui assistir alguns indicados ao Oscar. Como o final de semana tá  ai, resolvi fazer uma pequena resenha dos três últimos que vi e que estão na disputa por algum Oscar. Será que a minha opinião foi igual a de vocês?! Acho que tem filme ai que vai gerar polêmica!

O Lobo de Wallstreet

Sinopse: Durante seis meses, Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio) trabalhou duro em uma corretora de Wall Street, seguindo os ensinamentos de seu mentor Mark Hanna (Matthew McConaughey). Quando finalmente consegue ser contratado como corretor da firma, acontece o Black Monday, que faz com que as bolsas de vários países caiam repentinamente. Sem emprego e bastante ambicioso, ele acaba trabalhando para uma empresa de fundo de quintal que lida com papéis de baixo valor, que não estão na bolsa de valores. É lá que Belfort tem a ideia de montar uma empresa focada neste tipo de negócio, cujas vendas são de valores mais baixos mas, em compensação, o retorno para o corretor é bem mais vantajoso. Ao lado de Donnie (Jonah Hill) e outros amigos dos velhos tempos, ele cria a Stratton Oakmont, uma empresa que faz com que todos enriqueçam rapidamente e, também, levem uma vida dedicada ao prazer.

Bom, não posso negar que as atuações são incríveis. Mas pra mim o filme só tem isso de bom. Não gostei. São 3 horas de uma história que poderia ser contada em 1h30. O filme ficou muito cansativo e repetitivo na minha opinião. Acho que até vale assistir pois está concorrendo a vários Oscars, incluindo o de melhor filme, direção, ator e ator coadjuvante. Mas podem ir ao cinema com baixa expectativa e saibam que o filme tem MUITA nudez e cenas com drogas. Basicamente o filme é só isso.

Trapaça

Sinopse: Irving Rosenfeld (Christian Bale) é um grande trapaceiro, que trabalha junto da sócia e amante Sydney Prosser (Amy Adams). Os dois são forçados a colaborar com um agente do FBI (Bradley Cooper), infiltrando o perigoso e sedutor mundo da máfia. Ao mesmo tempo, o trio se envolve na política do país, através do candidato Carmine Polito (Jeremy Renner). Os planos parecem dar certo, até a esposa de Irving, Rosalyn (Jennifer Lawrence), aparecer e mudar as regras do jogo.

Taí um filme que os atores dão show de atuação, e só tem atorzão hein! Mas também esperava mais. Não achei esse filme ruim, pelo contrário, mas esperava que ele fosse mais movimentado, e que envolvesse mais. Achei ele canstivo até a metade e bom da metade pro final, que aliás é ótimo. Também está concorrendo a diversos Oscars como melhor filme, ator e atriz, direção, e ator e atriz coadjuvante. Ou seja, premiado assim merece no mínimo o crédito, né?!

A menina que roubava livros

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger (Sophie Nélisse) sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo (Geoffrey Rush), ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um homem judeu (Ben Schnetzer) que vive na clandestinidade em sua casa. Enquanto não está lendo ou estudando, ela realiza algumas tarefas para a mãe (Emily Watson) e brinca com a amigo Rudy (Nico Liersch).

Fui assistir esse filme com o pé atrás, afinal, eu já lido o livro e dificilmente o filme é bom quando nós já lemos o livro. Gostei muito do filme. Ele relata exatamente o que lembro de ter lido, senti as mesmas emoções de quando li, e não me decepcionei. Já adianto que o filme é triste e bem paradão, mas vale muito a pena ver. A história é muito bacana e saber que ela foi baseada em fatos reais é ainda mais motivador, sabem?! Enfim, gostei bastante. Diferente dos outros, esse só está concorrendo a melhor trilha sonora.

 

Outros filmes que estão concorrendo ao Oscar como Gravidade, Blue Jasmine e Capitão Philips já foram resenhados por mim nesse post aqui. Alguns cinemas ainda estão passando mas como eles são filmes mais antigos talvez não seja tão fácil encontrar para assistir. No Net Now e no Netflix talvez vocês encontrem.