Canadá, Niagara

Niagara on the Lake | Canadá

30 ago 2018

Niagara on the Lake foi uma grata surpresa na nossa viagem. Sabíamos que a cidade era simpática, sabíamos que era pertinho de Niagara Falls e sabíamos que as vinícolas eram um grande atrativo da região, mas não fazíamos ideia de que íamos nos apaixonar tanto.

A cidade, que já foi a capital da colônia inglesa no Canadá lá em 1792, fica na beira do Rio Niágara e do Lago Ontário (o mesmo que banha Toronto) e hoje tem aproximadamente 13 mil habitantes. Grande parte do seu desenvolvimento e da sua economia é vinda do turismo, afinal, a cidade leva o nome das Cataratas mais famosas da América do Norte e ainda é vizinha delas. Não tinha como ser diferente.

COMO CHEGAR

A melhor forma de visitar Niagara on the Lake é sem dúvidas de carro. A cidade fica a mais ou menos 1h30 de distância de Toronto, em uma estrada boa e super bem sinalizada.

Estar de carro lá é a melhor opção. As vinícolas ficam distantes umas das outras e por isso, ter liberdade é uma ótima pedida. Sem falar, que de carro fica muito mais fácil de conjugar a viagem com uma visita a Niagara Falls, por exemplo.

Nós saímos do Brasil com um carro alugado (alugamos aqui) e foi a melhor coisa, pois em cima da hora além dos carros ficarem mais caros já não tinham muitas opções. Um casal de amigos nossos, quase não conseguiu alugar pra nos encontrar lá.

Se você não quiser alugar carro, é possível contratar um transfer para fazer o programa com você. Falei sobre isso aqui, no post sobre Niagara Falls.

Infelizmente não há ônibus direto. Para ir de transporte público você deve pegar um ônibus até Niagara Falls e de lá um taxi para Niagara on the Lake. Esse taxi vai custar aproximadamente CAD50. Ou seja, já tá quase valendo a pena alugar o carro, não é mesmo?

ONDE FICAR

Eu tive uma experiência de hospedagem tão bacana que estou inclinada (pela primeira vez na história do blog hahahaha) a recomendar um hotel que não seja no bafafá. Explico: optamos por ficar em um vinícola ao invés de ficar na cidade. Sabíamos que com a Vic, acabaríamos não curtindo a vida noturna de Niagara on the Lake, então optamos por um hotel que era a 5 minutos de carro do centrinho e AMAMOS.

Ficamos no Riverbend Inn & Vineyard, um hotel-vinícola super gostoso. Ele tem uma decoração mais retrô, quartos amplos e um restaurante maravilhoso, com uma vista lindíssima do pôr do sol. Foi excepcional!

Quando estávamos lá vimos algumas outras opções bem interessantes:

  • Prince of Wales: Super bem localizado, no coração da cidade. Um dos hotéis mais renomados da cidade. A poucos passos da “praia”, de frente para o parque e do lados de várias lojas e restaurantes. (RESERVE AQUI)
  • 124 Queen Hotel e Spa: Boa opção para quem vai em família. Além de ser suuuuuper na muvuca (no ótimo sentido) tem opções de quartos com vários ambientes e quartos com cozinha também. (RESERVE AQUI)
  • Pillar and Post Inn: Outra opção super bacaninha na cidade. Tem um spa delicioso e apesar de não ser no centrinho fica a poucos minutos de caminhada da rua principal. (RESERVE AQUI)
  • Sommerset: Uma opção mais requintada e de frente para o Lago. Pra quem quer relaxar e curtir uma vista é uma ótima opção. (RESERVE AQUI)

O QUE FAZER

Acho que a melhor sugestão que eu posso dar sobre o que fazer em Niagara on the Lake é relaxar e curtir a cidadezinha. Ela é daquelas cidades de filme sabe? Toooooda florida, com uma ruazinha fofa, cheia de restaurantezinhos, comércio e um “calçadão” na beira do lago onde você pode passear e até dar um mergulho (se não tiver medo de água fria).

Na Queen St, a rua principal, você vai encontrar o Prince of Wales Hotel, o hotel vitoriano mais chique da cidade. Ele já hospedou até a Rainha Elisabeth II. Quase em frente a ele, do outro lado da rua, tem a Niagara Apothecary Museum, uma autêntica farmácia do século 19 que hoje funciona como museu.

Outro programa super tradicional por lá é o passeio de charrete. Nós não fizemos mas é um passeio super procurado (principalmente no verão) e costuma até ter filas.

Além disso, a cidade é lotada de vinícolas então, nada melhor do que separar um tempinho para conhecer a joia da casa não é mesmo? Visitei duas vinícolas por lá e vou falar um pouquinho sobre elas para vocês.

Two Sisters: A mais bonita que fomos, na minha opinião. Fizemos degustação, conhecemos a área mas infelizmente não conseguimos almoçar por lá. Quem quiser experimentar o restaurante recomendo que faça reserva com antecedência, pois ele é um dos mais famosos da cidade e é super disputado. Se for no verão peça uma mesa na varanda com vista para as parreiras é lindo. Ah! Os vinhos são beeeem gostosos.

Peller Estates: Acho que é a mais famosa vinícola da região. Seus vinhos são deliciosos e já são importados mundo afora. O restaurante dessa vinícola é um pouco mais requintado (e consequentemente caro), mas nem por isso fica vazio. Reserve com antecedência se quiser comer por lá. Nos fizemos um wine tasting e comemos uma tábua de queijos no bar da vinícola e foi ótimo.

Last, but not least… um programa que tem que fazer por lá é passear de carro pela Niagara Parkway, uma estradinha linda que liga Niagara on the Lake a Niagara Falls. Esse programa funciona melhor se você estiver de carro, mas se estiver a pé (e com disposição) pode alugar uma bicicleta e fazer o trecho pedalando. Quase toda a estrada tem uma bela ciclovia para os ciclistas passearem.

ONDE COMER

Nós fizemos todas as refeições de um dia inteiro por lá, então conseguimos experimentar alguns restaurantes para dar as dicas por aqui. Mas não se preocupe com isso, na Queen St., o que não faltam são opções simpáticas de restaurantes e bistrô para você comer bem.

  • Riverbend Inn: O restaurante do nosso hotel foi o maior achado dessa viagem. Pegamos uma mesa na varanda, com vista para o pôr do sol, a coisa mais linda do mundo. Obvio que a comida também estava maravilhosa, mas sabe quando o ambiente é tão perfeito que já vale? Nesse restaurante foi assim.

  • The Epicurean: Sentamos nessa restaurante num fim de tarde para tomar um vinho e comer uma tábua de frios enquanto as pessoas passavam pra lá e pra cá na rua do nosso lado. Muito gostoso.
  • Treadwell Cousine: Outra opção bem gostosa de restaurante por lá. Foi onde almoçamos depois da tentativa frustrada de ir no restaurante da Two Sisters.
  • Sorveteria Cows: Essa dica nem é de restaurante, mas é de sobremesa IMPERDÍVEL. A Cows é a sorveteria mais famosa da cidade e tem sorvetes divinos. Faça uma parada ali para experimentar pelo menos um sabor.

COMPRAS

Na Queen St. você vai encontrar muitas lojinhas interessantes. A que mais chamou a minha atenção foi a loja de Natal. Uma loja enoooorme só com itens natalinos e que funciona o ano inteiro. Fiquei apaixonada e com vontade de comprar a loja inteira.

Logo ali do lado, tem uma loja de doces diferentes e com edição especial, super bacana. E umas lojas de sabonetes artesanais e perfumes deliciosas.

Mas se você quer compra mesmo, calma que por lá você também encontra. Não exatamente lá, mas no caminho. Entre Toronto e Niagara fica o Outlet Collection at Niagara, um daqueles shoppings abertos cheeeeio de lojas a preços excelentes. Quando nós fomos, estava valendo mais a pena fazer compras nesse outlet do que nos EUA. Os preços estavam iguais, sendo o dolar canadense estava mais barato que o americano quando eu viajei. Ou seja, valeu super a pena!

Enfim… a cidade é uma delicia e super charmosinha. Se você está planejando ir a Toronto não pode deixar de dar um pulo em Niagara on the Lake, mesmo que faça isso combinando sua visita com Niagara Falls ou que faça em um bate e volta de Toronto (apesar de achar que vale a pena passar uma noite por lá, viu!?). Tenho certeza que você não vai se arrepender da visita e vai voltar encantado com a cidadezinha.

Para ler mais posts sobre o Canadá clique abaixo:

Viajamos em junho de 2018. Victoria tinha 11 meses.

Destinos, Estados Unidos, Orlando, Viagem com bebê/criança, Viajando com Bebê

Orlando com bebê e criança pequena

18 abr 2018

Antes de viajar pra Orlando procurei alguns desses posts na internet e achei pouca coisa com as informações que eu procurava. Queria saber como outros pais fizeram a viagem deles com os bebês, como eles viajaram para Orlando, como os pequenos puderam (ou não) curtir as coisas, como eles lidavam com os brinquedos, filas, jantares, desfiles… Enfim, queria entender e programar mentalmente a minha viagem, baseada na viagem dos outros. Mais a minha cara, impossível.

Chegou a hora da viagem e acabei vivendo as coisas do meu proprio jeito, e querem saber? Foi ótimo. Eu tinha pego algumas dicas na internet, sabia o que procurar, sabia onde encontrar o que eu poderia precisar e principalmente, estava preparada para viajar para a Disney com um bebê, sabendo de todas as mudanças que isso implicaria. Acreditem, entender isso é o principal para a sua viagem ser um sucesso.

Hospedagem: Escolher bem o lugar de dormir é fundamental. Nós estávamos em um grupo grande e optamos por alugar uma casa. Desde o primeiro momento pedi um bercinho pra ela e ela dormiu muito bem obrigada. Sem problema algum. Aliás, essa não precisa ser uma preocupação. Como Orlando é um destino para crianças, todos os hotéis e casas/apartamentos para alugar tem berço para disponibilizar. Outra vantagem da casa era ter uma lavanderia a nossa disposição para emergências e claro, a boa e velha cozinha. Como Vic ainda mamava no exclusivamente no peito, não precisamos para fazer comida, mas foi ótimo para esterelizar chupetas, lavar brinquedos… Se você estiver com pouca gente, Orlando oferece várias opções de hotéis no estilo flat com cozinha que podem ser ótimos também. Dá uma olhada aqui para achar o que melhor vai te atender.

Comida: Como disse, Victoria estava mamando no peito durante a viagem, então, não tive que me preocupar com isso. Mas fiquei atenta nos parques e vi que muitos deles tem opções de comidas saudáveis para vender, alguns restaurantes preparam refeições sem sal e mais com carinha de comidinha de bebê, e claro, você mesma pode fazer em casa e levar para o parque. Se quiser uma coisa mais prática, mercados como o Whole Foods, tem muitas opções orgânicas, sem conservantes e super práticas para os babies. (Fiz uma pesquisa e algumas das melhores marcas de papinhas orgânicas sem conservantes são: Earths Best, Plum Organics, Happy Tot, Peter Rabbit Organics, Sprout Organics e Ella´s Organics).

Os parques: Passar os dias nos parque é realmente cansativo, tanto para a gente quanto para os bebês. Então, optamos por ir bem cedinho e voltar para casa no horário que a Vic costuma dormir para seguirmos a rotininha dela da noite e não desandar com isso. Pra gente isso funcionou super bem, mas obviamente implicou em algumas coisas como: não jantamos fora nenhum dia (e ok pra gente!), não vimos nenhum show de fogos e o único parque que vimos iluminado a noite foi o Epcot. Vic dorme cedo, 19h30 em geral ela já está morta de sono, então, quando dava umas 18h30/19h, no máximo, saíamos do parque para casa. Além disso, tentamos seguir a rotina de sono dela durante o dia. Ela fazia as sonecas no carrinho (vou entrar nesse assunto já já) e nós fazíamos os nossos horários baseados nos horários dela. Com relação a brinquedos, honestamente, ela não aproveitou nada. O único brinquedo que ela foi mesmo foi um 4D do Sherek e não achou a menor graça. Mas, no dia que fomos ao Magic Kingdom, que provavelmente teria mais brinquedos pra ela, estava chovendo e muito frio. Então, não conseguimos curtir tanto. Optamos por não ir ao Bush Gardens pois sabíamos que ela não ia curtir praticamente nada e era longe de Orlando. Um desgaste desnecessário pra ela. Assistimos a um desfile na Universal e ela AMOU. Então, acho que se eu voltasse no tempo, me organizaria para assistir a todas as paradas dos parques. São muitas cores, músicas e movimentos e eles adoram.

Carrinho: Optamos por levar o nosso carrinho grande pra Disney mesmo sabendo que íamos comprar um pequenininho por lá. Isso, porque como passávamos o dia inteiro no parque, ela tirava as 3 sonecas do dia no carrinho, então queríamos que fosse o mais confortável possível pra ela. O lado ruim: nosso carrinho é grande e pesado, chato de carregar pra lá e pra cá. No aeroporto, tínhamos que tirar a roda dele pra ele passar no raio-X. Um saco! Ainda assim não nos arrependemos nem um pouco. Lá em Orlando compramos um carrinho pequeno, desse que entra no avião, mas nem abrimos. Deixamos fechadinho e ficamos usando o nosso grandão mesmo. No aeroporto usamos o carrinho até a porta do avião. Despachávamos lá na porta mesmo e pegavamos na porta quando o avião pousava.

Troca de Fraldas: Orlando é o lugar mais kids/baby friendly do mundo né minha gente, então, isso não precisa ser preocupação. Em todos os parques tem banheiro com trocadores e TODOS sem exceção tem um “baby care center”. Um espaço para você amamentar, trocar fraldas, dar banho, comidinha e claro, comprar algum item que você possa ter esquecido de levar para o parque como fraldas, lencinhos, pomada… Como fomos no inverno, usei algumas vezes para amamentar e troquei algumas fraldas super explosivas por lá também!

Baby Care Center: Todos os parques tem esse espaço. É muito legal você chegar e já identificar aonde fica o BCC do parque que você está. Você pode até não usar, mas o espaço está lá e é super disponível pra você. É tudo gratuito e pode ser uma mão na roda para uma emergência.

Roupas: Isso depende muito da época que você vai. Eu fui no inverno, então minha maior dica é: vista seu bebê em camadas e vá tirando a roupa aos poucos conforme a temperatura for mudando. Se for verão, capriche nas roupas fresquinhas e no protetor solar ou roupas com proteção UV. (Frescuras da minha parte: levei um frasquinho com o sabão liquido que eu costumo lavar a roupa da Victoria aqui no Brasil e levei aqueles sacos de proteção pra máquina de lavar. Então, tanto as roupas novas que eu comprei pra ela e quis usar lá quanto as coisas que eu precisei lavar, eu usei o sabão que eu já tinha com o saquinho da máquina!)

Mala: Bom, acho que isso não vale apenas para Orlando, mas para qualquer viagem com um bebê. Vic levou uma mala grande. Pois é… como ela ainda era muito pequenininha, levei tudo que eu achei que ela poderia precisar e mais um pouco. Sou dessas que acha que prevenir é melhor do que remediar. Levei lençol, toalha, 2 cobertores, muitas mudas de roupa, roupas para todos os tipos de temperatura, remédios para todas as doenças, todos os itens de higiene que já está acostumada, fraldas, fórmula (mesmo ela mamando só no peito, porque vai quer…) e alguns brinquedinhos.

Brinquedos nos parques: Se você está indo apenas com seu filho e mais uma pessoa não se preocupe. Vocês vão conseguir ir a todos os brinquedos numa boa. Todos os parques tem um esquema de “Baby Swap” que nada mais é do que um vai no brinquedo enquanto o outro fica com o bebê, e em seguida o que estava com o bebê vai no brinquedo sem precisar enfrentar a fila. Nos parques da Universal é tudo tão organizado que vários brinquedos tem até uma salinha de espera com sofá, ar condicionado e água para os pais que ficam aguardando. Na Disney, o pai que espera fica fora do brinquedo e ganha um ticket do fastpass para quando chegar a sua vez de se divertir. Se por acaso for um brinquedo onde todos vão, você pode estacionar o seu carrinho do lado de fora (nos lugares demarcados) e ficar tranquilo. Todo mundo faz isso. Nós fizemos isso diversas vezes e nada aconteceu. Outro país né pessoal…

Remédios: Conversei com o pediatra antes de viajar e fiz 2 necessaires de remédio. Uma que foi na mala de mão com as coisas que ela mais usa e poderia precisar em uma emergência e outra que foi despachada na mala com essas mesmas coisas (sim, levei remédios duplicados) + antibiótico, antiinflamatório, termômetro de testa (levei um tradicional e menor na mala de mão), e alguns itens que ela não precisaria a qualquer momento ou talvez nem usasse!

Carro: Alugar um carro em Orlando é fundamental, e quando você está com um bebê isso é ainda mais importante. Se você tem um bebêzinho você vai precisar de um bebe conforto para o carro. Se o seu filho é maiorzinho, peça a cadeirinha. Isso é lei nos Estados Unidos e é fundamental solicitar o bebê conforto ou cadeirinha no ato da sua reserva de carro. Nós reservamos aqui e pedimos o bebê conforto para a Vic sem problema nenhum. A instalação no carro é super fácil, feita apenas com o cinto de segurança. Mas se você tiver dúvida ou dificuldade, o pessoal da locadora te ajuda a instalar tudo certinho.

Outlets e shoppings: Os EUA são o paraíso das compras. Seja para os bebês, seja para os adultos. Victoria não tem muita paciência para ficar nos outlets e no shopping passeando e entrando e saindo de lojas. Acho que nenhum bebe tem. Mas conseguimos ir com ela ao shopping e ao outlet e claro, respeitar o tempo dela. Todos os outlets e shoppings que fomos tinham banheiro familiar, que foi ótimo para trocar fralda e até pra amamentar (muitos tinham cadeira de amamentação). Nenhum deles tinha muita estrutura de entretenimento para criança, mas na idade que ela viajou, bastava pegar no colo e dar uma passeada para ela se distrair.

Restaurantes: Nos parques todos os restaurantes tem estrutura para receber bebês e crianças. Tem cadeirinha, alguns preparam uma comidinha especial se você pedir, tem banheiro com fraldário e trocador ou seja, são super acessíveis. Fora dos parques isso é quase igual. A grande maioria é bem receptiva e estruturada para receber os bebês. Uma curiosidade e ponto para atenção: a grande maioria dos restaurantes, diferente aqui do Brasil, não permite que o carrinho fique estacionado ao lado da mesa. Pois é, como nós costumávamos almoçar na hora que a Vic dormia, tínhamos que pedir uma mesa especial, avisar que o carrinho ficaria ao lado da mesa e ainda assim aguentar alguns olhares tortos.

Seguro Viagem: Nem preciso dizer que isso é IMPRESCINDÍVEL né? Não tem como viajar pra nenhum lugar, com ou sem bebê sem ter seguro. E não me venha querendo dizer que vai usar o seguro do cartão tá?! Você está levando o seu bebê, a coisa mais preciosa da sua vida, não queria economizar R$100 com ele. Obrigada, de nada. Nós sempre fazemos seguro com a Real porque ela compara todos os preços e coberturas das melhores seguradoras do mercado. Uso eles há anos e gosto MUITO. Recomendo de verdade. Faça seu orçamento aqui.

Fotografia: Sou a louca da foto. Amo, tenho tripé, maquina DSLR, gopro, celular… levei tudo isso e no final das contas percebei que com um bebê isso acaba sendo um trambolho gigante e a gente quase não usa. Comprei o Memory Maker para os parques da Disney (falei sobre isso aqui) e acabei fazendo MUITAS fotos com o celular porque era mais prático. Acho que esse foi um dos maiores furos que demos, muita tralha pra pouca foto com a máquina grande.

DICAS FINAIS:

  • Leve um tapetinho, uma canga ou toalha para colocar no chão e deitar o seu bebê de vez em quando. As costas dele agradecem. Se ele já é maior e senta, o mesmo serve para você brincar um pouquinho e tirar ele do “ambiente” colo/carrinho um pouco.
  • Além da famosa Babies´r´us (que fechou), comprei várias coisas para Vic na Macrobaby. Achei uma loja ótima para bebês com preços super competitivos (e eles cobrem qualquer preço mais baixo que você encontrar), e as vendedoras falam português. Excelente para quem tem dificuldade com o inglês.
  • A viagem de avião não foi um bicho de 7 cabeças. Contei mais sobre ela e dei as dicas que funcionaram comigo nesse post aqui.
  • Não esqueça os acessórios do seu carrinho de bebê. Capa de chuva e mosquiteiro são importantes sim. Não deixe de fora.
  • Uma dica que eu sempre falo pras pessoas é: entenda que a viagem que você fazia antes de ter filho NUNCA vai ser igual a que você vai fazer depois dos filhos. Sabendo disso, você vai curtir muito e entender que as viagens mudam sim, e a gente também. E isso, é só uma questão de adaptação. Não espere ficar até altas horas no parque, ou dormir como se não houvesse amanhã. Seu filho não vai mudar só porque viajou. Tente manter a rotina dele como der e sem dúvidas, a sua viagem vai ser a melhor possível!
  • Aproveite! Você está em Orlando com o seu bebê!

Espero que vocês tenham gostado desse post, tenham tirado todas as dúvidas e claro, tenha deixado todos os corações mais tranquilos para a viagem. Acho que no final das contas é isso que a gente precisa né? Se tiverem qualquer dúvida, podem deixar no Facebook ou no instagram que eu respondo pra vocês! =)

Carmelo, Destinos, Uruguai

Carmelo Resort & Spa The Unbound Collection by Hyatt

26 mar 2018

Terminando os posts sobre a viagem para o Uruguai, chegamos ao ápice: Carmelo, mais especificamente Carmelo Resort & Spa, the Unbound Collection by Hyatt. Sabíamos que o hotel seria o fim perfeito para a viagem, o ponto alto. Por isso mesmo ele ficou para o final. Queríamos descansar, curtir o hotel, relaxar… e não poderíamos ter acertado mais na nossa escolha.

Sabe aqueles lugares que você passa um tempão namorando pelas redes sociais? Você vê fotos, videos, vlogs, imagina como deve ser… o Carmelo Resort & Spa era assim pra mim. Já estava de olho nele desde a época em que ele fazia parte da rede Four Seasons (ele foi comprado pela rede americana em 2015), e finalmente agora consegui me organizar para conhece-lo.

Como Chegar

O Hotel fica em Carmelo a mais ou menos 3h de Montevidéu ou 1h de Colônia del Sacramento, se você estiver de carro. Nós voamos do Brasil para Montevidéu começamos a viagem por lá. Depois seguimos para Colônia, onde passamos uma noite e então fomos para Carmelo. A estrada é ótima e a viagem é super tranquila, bem melhor do que imaginávamos.

Você consegue chegar rapidinho voando do Brasil para Buenos Aires também. Basta pegar um barco até Colônia del Sacramento e de lá 1h de carro até Carmelo.

Claro que se você não quiser dirigir ou organizar esse processo o hotel oferece transfer e motoristas para te levar e buscar no aeroporto.

O Hotel

Acho que pra começar a descrever a experiência de se hospedar no Carmelo Resort & Spa, the Unbound Collection by Hyatt, eu preciso explicar pra vocês como é o hotel em si. Ele fica instalado no meio de um bosque lindíssimo, as margens do Rio da Prata, em uma propriedade de mais de 100 mil metros quadrados.

Quando você chega de carro, vai passeando pelo bosque, no meio das árvores altíssimas até chegar na entrada do hotel, onde um funcionário te recebe com água geladinha, uma toalhinha pra você se refrescar e pronto para cuidar do seu carro e das suas malas.

O lobby, onde você faz seu check in, é lindo. Um ambiente chique, confortável, com vários sofás e poltronas que estão ali só esperando você sentar e relaxar. Bem na frente, você tem uma varanda que dá para a piscina (que eu diria que é um dos “cartões postais” do hotel), para as parreiras de uva que decoram uma parte do terreno e lá no fundo, consegue ver o Rio da Prata.

Não preciso nem dizer que o atendimento condiz totalmente com o que se espera de um hotel 5 estrelas né? Todos os funcionários são super prestativos e atenciosos. E posso falar com propriedade, porque eu estava com um bebe de colo que as vezes dá o maior trabalho e exige paciência. Em todos os momentos que precisei os funcionários nos atenderam prontamente e da forma mais amistosa possível.

No meio do bosque de pinhos e eucaliptos o hotel acomodou 20 bangalôs, 20 suítes e 4 suítes premium (perfeitas para casamentos e lua de mel), fazendo com que o hospede se sinta super especial e exclusivo e claro, sem fazer o hotel ficar super lotado. Alguns quartos tem vista para as parreiras de uva, com vista para o rio e outros, como o meu, para o bosque.

Outra coisa muito legal desse hotel é que ele tem uma praia particular na beirinha do Rio para os hospedes. Aliás, um ótimo spot para ver o lindíssimo por do sol da região.

Quarto

Nos hospedamos em um Bangalô King maravilhoso. Uma casinha linda e super confortável. O bangalô ficava no meio do bosque, com uma varada bem mobiliada com um sofazão, mesa e cadeiras com vista para as árvores.

Dentro, lembramos da nossa lua de mel. Cama king enoooorme com vista para o bosque, aqueles edredons macios que praticamente te engolem, um banheiro delicioso com banheira e o melhor: um chuveiro em uma área externa, mas privativa do bangalô. Amamos tanto que Vic não tomou banho na banheirinha dela nenhum dia (e nem nós, que nos esbaldamos naquele chuveirão ao ar livre).

Assim que entramos no quarto já percebemos o cuidado que o hotel tem com os hóspedes e seus “pedidos especiais”. O bercinho da Vic estava todo arrumadinho e tinha uma tolhinha já separada pra ela. Achei de uma delicadeza sem tamanho isso.

Os amenities da Loccitane são um charme extra né? E já adianto, sem miséria. hahahaha Tinha shampoo, condicionador, sabonete, hidratante e shower gel, tanto na pia quanto na banheira e no chuveiro interno. E eles trocavam TODOS os dias. Ou seja, se você é dos meus e adora levar essas coisas pra casa, você vai adorar esse hotel! hahahahahah #rossfellings #friendsmaniaca

O quarto era realmente muito gostoso. Tinha um sofazão, frigobar com gostosuras, uma mesa e cadeiras, uma escrivaninha e até uma lareira. Na área do banheiro, além do que eu já falei, tinha também um closet super espaçoso para as malas e roupas não ficarem espalhadas pelo quarto. Um luxo!

Atividades e Lazer

Um das coisas que queríamos quando escolhemos o hotel era a possibilidade de não sairmos de lá para nada. Estávamos com Victoria, queríamos descansar, relaxar e saber que o hotel tem tinha tudo que a gente precisava, era exatamente o que estávamos procurando.

Acho que um dos destaques é aquela piscina enoooorme de 3 andares que fica no centro do hotel, no meio das parreiras de uvas… ela é deliciosa e é linda de morrer exatamente como vemos nas fotos. Bem do jeito que a gente precisa quando quer descansar, pegar uma corzinha ou levar a bebezinha pra curtir um pouco.

Os dois andares de cima, são bem rasinhos e a criançada adora. Já o andar de baixo, o maior de todos, começa bem raso chega a 3m de profundidade. Delicioso para relaxar e para dar uma nadadinha também.

Outra coisa que eu achei muito legal foi o serviço de piscina. Eles deixam a disposição do hospede protetores solar, chapéu e diversos jornais e revistas. O pessoal do bar da piscina vira e mexe passa com uns drinks sem alcool, sorvetinhos ou frutas que são cortesia do hotel. Além de disponibilizarem águas saborizadas pra quem quiser. Um mimo pro hospede.

Além da piscina principal, o hotel dispõe de uma piscina coberta e aquecida que fica na área do spa. Essa piscina é aberta para crianças até as 17h (depois desse horário só adultos podem frequenta-la) e ela fica encrustada no meio do bosque, com janelões enormes e vista praquelas árvores que parecem saídas de um filme. Nesse mesmo ambiente você tem uma jacuzzi quentinha e saunas a sua disposição.

O Chandra Spa, eu não preciso nem comentar né? É de cair o queixo. Eles oferecem diversos tratamentos de beleza além das tradicionais massagens relaxantes. Nesse mesmo “edifício” tem uma lojinha com aqueles itens básicos que você pode precisar em uma emergência e uma academia de ginástica. Tudo isso com vista para o bosque. Mais relaxante impossível.

Se você pensa que acabou, o hotel ainda tem uma praia privativa. Uma praia de rio, mais precisamente. Ela fica a poucos passos da piscina principal e tem uma estrutura legal para quem curte pegar um solzinho na areia. Além de tendas cobertas com vista para o Rio, eles disponibilizam espreguiçadeiras, um lava-pé e até uma quadra de vôlei para os mais animados.

O hotel ainda oferece gratuitamente bicicletas para quem quiser passear por lá, conhecer o terreno e explorar as vinícolas queimando umas calorias, uma coleção de carros antigos (do atual dono do hotel, mas que pode ser visitada com agendamento prévio), cavalgadas, caiaque pelo rio, kids club, tênis, golf, passeios de barco no pôr do sol, de helicóptero e até excursão de pesca. Realmente o hotel tem entretenimento para todos os gostos e bolsos.

Nós fizemos o passeio de barco no pôr do sol e foi incrível! Lindo demais. Com a Vic pequenininha não tivemos a oportunidade de fazer muitas outras coisas, mas queríamos muito ter feito a cavalgada, pois dizem que é incrível. Todo mundo que faz ama e recomenda.

Restaurantes

O hotel conta com três restaurantes para os hospedes. Pura é o maior deles, onde é servido o café da manhã e onde você uma boa comida uruguaia e internacional/mediterrânea. Almoçamos lá no primeiro dia e gostamos muito de tudo que comemos.

Outra opção é o Mandara Bar, um restaurante que só funciona a noite e foi onde comemos em 2 das 3 noites que passamos lá. Eles são focados em tapas e carnes. Cada dia pedíamos algumas coisas diferentes e ficávamos comendo ali, do lado de fora, na beira da piscina, vendo o sol se pôr, aproveitando o quentinho da lareira ao ar livre que tem nessa área. Uma delicia.

A última opção é o bar da piscina, chamado de Rio Bar. Eles servem pratos similares aos do Pura, mas um pouco mais leves para comidos na beira da piscina mesmo. O foco são os peixes e comidas mais leves como sanduiches e saladas.

Outra opção, que não é exatamente dentro do hotel, mas faz parte do terreno (e é do mesmo dono, assim como a vinícola Narbona) é o Basta Pedro. Ele fica em Puerto Camacho, um pequeno porto ao lado do hotel (de onde saem os passeios de barco para o pôr do sol, inclusive). Almoçamos lá um dia e adoramos. Nós dois pedimos peixe estava delicioso. O lugar é simples, mas a comida é uma delicia. Os peixes estavam fresquinhos e a os acompanhamentos deliciosos. Vale a pena incluir ele no roteiro de quem está passeando pela cidade.

As vinícolas de Carmelo

Nosso objetivo em Carmelo era curtir o hotel mesmo e relaxar, mas já que estávamos ali, porque não conhecer um pouco da cidade e das tão faladas vinícolas da região. Aproveitamos dois dias na hora do almoço para conhecer o que Carmelo tem a oferece no quesito vinhos.

Antes de começar a contar sobre as nossas visitas, acho importante deixar claro, que pelo que percebemos o Uruguai ainda é muito “cru” no sentido de formar um enoturismo potente. As vinícolas de Carmelos são bem simplórias, porém, com vinhos muito gostosos. Então, se você já visitou Napa Valley ou as vinícolas do Chile, por exemplo. Apague essa imagem da sua cabeça e vá conhecer Carmelo de coração aberto pronto para beber ótimos vinhos e se surpreender com a simplicidade do que você vai ver por lá.

Nossa primeira parada foi na Irurtia, uma das maiores vinícolas do Uruguai. Resolvemos ir nesse porque bebemos um vinho de lá em Colonia del Sacramento e adoramos. Como já fizemos várias viagens de vinho e já conhecemos todo o esquema de produção de vinhos, optamos por não fazer o tour, mas curtir a degustação. E adoramos. Saímos de lá com duas garrafas de vinho.

O esquema lá era assim: o tour era de graça e a degustação custava U$20 por 4 taças variadas + tábua de queijos e frios. Uma delicia! Nós fizemos essa opção e foi ótimo. Valeu a pena. Dividimos a degustação (por que estávamos indo almoçar e a taça deles é suuuper bem servida).

No outro dia optamos por visitar a Narbona. Ela é um pouco mais vistosa e arrumadinha que a outra e tem um restaurante que já vale a sua parada por lá. Assim como na Irurtia, não fizemos o tour. Almoçamos e depois fizemos a degustação. Aliás, fica a dica. O almoço lá é delicioso e vale MUITO a pena. Foi uma das melhores refeições que fizemos nessa viagem.

O esquema lá é bem parecido, você prova os vinhos e junto com as taças vem uma tábua de frios. Não me recordo o valor agora, mas também gostamos MUITO dos vinhos da Narbona e saímos dela com 3 garrafas para trazer pro Brasil.

Além dessas, eu queria muito ter visitado algumas outras. Cheguei a passar na porta, olhar mas acabei não entrando. Ao mesmo tempo que queria conhecer outras vinícolas, queria poder curtir o hotel. Então, usei minha hora do almoço para visitar essas duas e ter um gostinho do que o vinho uruguaio tem a oferecer.


Quando estive lá, conversei com o pessoal do hotel e eles me falaram muito que tem interesse em ampliar o alcance ao mercado brasileiro, e por isso, esse ano, iam fazer umas promoções bem legais. Já estava valendo a promoção dos feriados prolongados. Você paga 2 noites e fica 3. Ou seja, uma noite é de graça. Essa promoção é ótima e vale super a pena pra gente aqui do Brasil. Sai mais barato ir pra lá do que pra muuuuito resorts no nordeste, por exemplo.

Obaaaa! Eu já quero voltar agora mesmo e aproveitar esses benefícios que eu consegui pra vocês.

Acho que apesar do texto ter ficado enorme, eu consegui passar pra vocês o sentimento delicioso que foi nos hospedar no Carmelo Resort & Spa. Sem dúvidas um hotel que marcou e que já queremos voltar.

Espero que vocês tenham gostado desse post e que ele consiga transmitir cada minutinho delicioso que passamos por lá, pela cidade, experimentando vinhos, curtindo em família, comendo gostosuras e admirando o pôr do sol.

Se quiserem saber mais sobre  a minha viagem pelo país:
– Leia aqui sobre Colonia del Sacramento;
– Leia aqui sobre Montevidéu.

Viajamos no Carnaval de 2018. Victoria tinha 7 meses.

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Destinos, Viagem com bebê/criança, Viajando com Bebê

Alimentação de bebê em viagens

14 mar 2018

Ok, talvez esse post devesse ser entitulado de “Alimentação do meu bebe nessa viagem”, por que vou falar específicamente de como fizemos com a comidinha da Victoria nessa ida ao Uruguai. Choveram perguntas sobre como a Vic comeu, o que ela comeu, como fizemos… Postei no stories o video dela comendo uma bananinha e muita gente ficou curiosa sobre como eu fiz. Pra vocês entenderem como funcionou pra mim nessa viagem, tenho que começar do início.

(Mamãe comendo and bebendo e a Vic olhando, porque já estava almoçada!)

Victoria tinha 7 meses e estava no início da introdução alimentar quando viajamos. A introdução dela foi lenta e gradual, como eu escolhi que seria. Ela se adaptou super bem as frutas e comeu todas que experimentou numa boa. Mas estava um pouco resistente as comidas salgadas. Ou seja, chorava, virava a cara, cuspia tudo, fazia escândalo e a grande maioria das vezes acabava não comendo. #hajapaciência

Seguindo a orientação da nutricionista e do pediatra, a comida da Victoria é feita no vapor, amassadinha no garfo e sem sal. Os temperos são naturais e de verdade como cebola, alho everdinhos. No momento da viagem, a Victoria ainda não jantava (atrasamos a introdução do jantar por causa da viagem) então a rotina alimentar dela estava assim:

7h30 – acorda e mama
9h30 – fruta
12h – almoça
15h – fruta
17h30 – mama
19h30 – mama e dorme

Bom, dado isso eu tinha que me organizar para ela comer 2 frutas por dia e almoçar. As frutas eram fáceis de resolver. Todo café da manhã de hotel tem frutas, então, ainda no Brasil, dei pra ela experimentar as frutas mais comuns de achar em hotel: banana, mamão, maçã, pera, melão e melancia.

As comidas sim eram uma questão pra mim. Eu pensei em trazer papinhas prontas dos EUA para ela comer, pensei em ficar em hotéis com cozinha ou alugar apartamentos para poder fazer alguma coisa para ela lá, mas tudo me parecia ou muito desconfortável ou muito nada a ver com o que a gente pretendia. Até que pensei no Empório da Papinha. (Não, isso não é publi)

Eles fazem papinhas fresquinhas, orgânicas, sem conservantes e com comida de verdade. Pra 6/7 meses eles vendem cremes e sopas, como a Vic começou a introdução já com alimentos amassadinhos, optei por comprar as sopas com pedacinhos para 8+.

Quando liguei para fazer a compra, informei que estava indo viajar para o Uruguai e eles foram super eficientes na embalagem das papinhas. Colocaram tudo em um isopor com gelo seco (para ficarem congeladas por até 24h), lacraram o isopor e pelo lado de fora colocaram um aviso em espanhol que aquilo era comida de bebe, liberado pela Anvisa… Esse isopor foi dentro da mala, despachado junto com ela. Chegando lá só precisamos colocar pra congelar novamente.

Todo dia de manhã nós escolhíamos uma papinha, pedíamos para alguém na cozinha do hotel esquentar e colocávamos no potinho térmico. Quando era hora do almoço dela, era só preparar ela pra comer e pronto. No dia seguinte, a mesma coisa.

“Mas Nathalia, que coisa pouco prática. No Uruguai também tem bebês em fase de introdução alimentar, era mais fácil comprar alguma coisa por lá.” Verdade, talvez fosse mesmo, mas eu optei por fazer uma coisa que eu acredito que era o melhor pra ela. Ela estava com dificuldade no início da introdução, não queria comer, já tinha provado as papinhas e tinha gostado. Sem falar no fato de serem orgânicas, fresquinhas, sem conservantes… seguindo a linha que eu aplico e casa. Eu podia comprar alguma coisa lá, provavelmente ia ser mais prático sim, mas não era o que eu considerava a melhor opção pra ela naquele momento. Ponto final.

(Lanchando uma batatinha doce no dia que chegamos do Brasil. #musafitness)

Então, foi basicamente assim que funcionamos durante os 8 dias de viagem. Levei 9 papinhas + 2 papinhas de manga (fruta que eu sabia que não seria fácil de encontrar lá e que ela ama) no isopor, despachamos dentro da mala, mantivemos congelado mesmo mudando de hotel (levamos de um pro outro dentro do isopor com gelo normal).

DICAS:

  • Vale levar um pouco de detergente e uma esponjinha pra lavar os itens da comidinha deles no hotel;
  • Leve mais de um potinho térmico, as vezes a frutinha precisa ficar geladinha também;
  • Não esqueça o pratinho e talheres próprios;
  • Nos usávamos uma pastilha de esterilização ou pedíamos pro pessoal da cozinha do hotel jogar o uma água fervendo nas coisas de vez em quando, para dar aquela limpada mais profunda;
  • Uma lancheirinha térmica também é bem vinda pra carregar as coisas;
  • Eu levei um babador lavável e vários babadores descartáveis que são ótimos pra dar comidinha na rua, porque eles ficam imundos ai você joga fora e pronto. (Achei pra vender aqui)

Como falei, foi assim que eu fiz. Que funcionou pra mim. Não significa que seja a melhor forma, a forma mais prática ou a melhor forma pra você. É apenas a minha experiência que eu resolvi compartilhar depois de receber algumas perguntas sobre o assunto.

Colonia del Sacramento, Destinos, Uruguai

Colonia del Sacramento | Uruguai

07 mar 2018

Colonia del Sacramento foi uma parada na nossa slow travel para fazer exatamente com que a viagem fosse mais tranquila e calma. Enquanto 90% das pessoas que visitam a cidadezinha fazem um bate e volta de Buenos Aires ou de Montevidéu, nós optamos por passar a noite lá e conhecer um pouco mais do que ela tem a oferecer.

A cidade tem origem na antiga cidade de Colônia do Santíssimo Sacramento, fundada em 22 de janeiro de 1680 por Manuel Lobo, então Governador da Capitania Real do Rio de Janeiro, a mando do Império Português no século XVII. A área onde localiza-se a fundação portuguesa hoje faz parte do Centro Histórico (também conhecido como cidade antiga) e é reconhecido pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.

Como chegar?

Colonia del Sacramento fica a mais ou menos 180km de Montevidéu, isso dá aproximadamente 2h de carro. Nós alugamos um carro e viajamos de Montevidéu até lá e foi ótimo. As estradas são boas, bem sinalizadas e seguras. Como a Victoria estava com a gente, pedimos um bebê conforto no ato do aluguel e foi tranquilíssimo fazer a viagem.

Outra opção é ir de ônibus ou passeios turísticos. Tem muitas agências que vendem passeios de um dia para Colonia com saídas de Montevidéu. Em geral você sai cedinho da capital uruguaia e volta no final do dia.

Uma outra pedida é chegar em Colônia de barco. A cidade fica a apenas 1h de barco rápido saindo de Buenos Aires. Sim, é mais perto da capital argentina do que da uruguaia. As empresas que fazem esse transporte de barco são: Buquebus, Seacat ou Colônia Express. Se for apenas passar o dia, procure a opção daytrip no site para ver se o preço fica mais em conta.

Lembre-se que se vier de Buenos Aires, você terá que fazer imigração na ida e na volta, por isso, organize-se para “perder” esse tempo e chegue pelo menos 1h antes do horário de saída do seu barco.

Quanto tempo ficar

Esse é um assunto meio polêmico. A cidade antiga, que é a parte mais visitada pelos turistas, é bem pequenininha. Em um dia você consegue ver tudo com calma, fazer fotos e comer em algum restaurante gostoso. Por isso tanta gente faz bate e volta para lá.

Eu optei por passar a noite pois estava a caminho de Carmelo e porque queria ver o tão famoso por do sôl da cidade. Não me arrependo nem um pouco. Acabei ficando um dia inteiro também. Cheguei por volta das 11h de um dia e sai às 12h do outro dia. Por isso, minha recomendação é de passar a noite por lá, se for possível. A cidade fica mais vazia, você vê aquele por do sol lindíssimo, vê a cidade antiga a noite, iluminada… é bem bonito.

Seguro Viagem

Para entrar no Uruguai você não é obrigado a apresentar nenhuma comprovação de que tem um seguro de viagem, como é feito na Europa. Porém, como sempre falo por aqui independente de onde você vá, na minha opinião, é imprescindível ter um seguro. É o famoso “Vai que…”. Muita gente usa o do cartão de crédito e eu já falei sobre os prós e os contras aqui.

Hoje em dia, recomendo e uso esse site aqui, que é um comparador de preços e coberturas. Já há alguns anos fecho com eles (inclusive faço os seguros da Victoria) e estou muito satisfeita. Agora, eles são parceiros do blog, então, confio ainda mais.

Moeda/Câmbio

A moeda no Uruguai é o peso uruguaio. Recomendo que vocês troquem pouco dinheiro, pois, por incrível que pareça você não vai usar tanto a moeda corrente. Essa foi uma dica do concierge do nosso hotel em Montevidéu e foi realmente uma barbada!

Assim como na capital pagávamos com cartão de crédito nos restaurantes para ter a devolução de 22% do imposto. E lá como ficamos super bem localizados, só andamos a pé.

Em alguns lugares de Colônia você também consegue usar o peso argentino. Como a cidadezinha é muito frequentada por turistas que vem da capital do país vizinho, algumas lojinhas mais turísticas aceitam a moeda argentina.

Onde ficar

Como essa foi a nossa primeira viagem com a Victoria optei por hotéis confortáveis e bem localizados. Achei que isso era bem importante para a nossa “qualidade de vida” na viagem e acertei na mosca. Ficamos no Radisson Colonia del Sacramento e foi ótimo. Ele fica fora da cidade antiga, mas super pertinho, e na beira do Rio.

Os quartos são super amplos, o café da manhã é ótimo e super variado (o que foi fundamental para a gente pois pegávamos várias frutinhas para a Vic comer!) e claro, tem uma estrutura boa com restaurante, piscinas (uma aquecida coberta e uma com borda infinita na beira do rio), sala de jogos para criança e até mesmo um cassino. Honestamente, acho que ficaria lá novamente mesmo sem a Vic. hahahaha Gostei bastante do hotel.

Foto da galeria desta acomodaçãoFoto da galeria desta acomodação

Na minha opinião, sem dúvidas os melhores lugares para se hospedar em Colônia são próximos a cidade antiga. Por isso, nem cogitei sair muito dessa área. Outra opção que eu vi lá que achei bem legal foi o Charco Hotel. Ele fica dentro da cidade murada e é bem luxuoso e moderninho. A Pousada Boutique Las Terrazas é outra boa opção próxima ao centrinho. A Posada Don Antonio é mais simples e consequentemente mais baratinha, mas não menos simpática.

Quem preferir pode também alugar um apartamentinho. Achei a Casa Francis uma excelente opção nesse sentido. Linda, bem localizada, moderna e com uma vista de camarote para o pôr do sol.

A minha última dica é: se você estiver de carro e quiser ficar em um super hotel pagando um pouco mais barato. Recomendo muito o Spa Hotel La Reserve. Ele fica a 2km da cidade murada, mas é um super hotelzão delicioso, com spa e com preço ótimo por ser mais afastado da cidade.O que fazer

Bom, como eu falei, o big deal de Colonia del Sacramento é a cidade antiga, murada. Então, basicamente você vai bater perna por ali. Andar, andar, andar, tirar fotos, parar para um drink, andar mais…

  • Farol: É um dos pontos mais famosos da cidade. Você pode subir até lá em cima para ver Colonia do alto.
  • Portão da Cidadela: É portão que fica na entrada da cidade antiga/murada.

  • Muro: Bem ao lado do portão ainda resiste uma parte do muro que um dia envolveu a cidade antiga. Nesse trecho é possível subir no muro, tirar umas fotos e ver a cidade lá de cima.
  • Calle de los Suspiros: Um ruazinha famosa por ser o local por onde os escravos passavam suspirando antes de serem executados.

  • El Drugstore: Um bar/restaurante diferentão e super famosinho por lá. Pelo que dizem o ambiente é beeem melhor do que a comida. Vale para sentar e tomar um drink.
  • Basílica del Santíssimo Sacramento: considerada a igreja mais antiga do Uruguai.
  • Portinho (ou Porto de Iates): Não é de ondem partem os barcos para Buenos Aires, é um “pier” com alguns banquinho e uma linda vista para o pôr do sol.
  • Cassino: O maior cassino da cidade fica coladinho no Radisson e super pertinho da cidade velha.

Onde comer

Ficamos pouco tempo na cidade para recomendar muitas opções, mas almoçamos no restaurante do Hotel Charco, o Charco Bistrô e adoramos. Ambiente super agradável e comida deliciosa. Vale muito a pena.

Como falei acima, o El Drugstore é bem famosinho mas muita gente diz que a comida não está boa, por isso, recomendo sentar lá para tomar uns drinks e ver o tempo passar.

O famoso chivito numa versão meio chique no Charco Bistrô

Vai com crianças?

A Victoria é um bebê e por isso os lugares que visitamos não fez tanta diferença pra ela, mas a grande dica para quem vai a Colonia del Sacramento com os muito pequenininhos é: andar por lá com carrinho pode ser bem complicado, opte pelo canguru pois as ruas são cheias de pedras e bastante esburacadas. Isso vai ser beastante desconfortável para o seu bebê e trágico para o carrinho.

Outra informação importante é: os cassinos não aceitam menores de 18 anos, nem mesmo se eles forem bebês pequenininhos ou crianças de colo, sem idade para entender do que aquele ambiente se trata. Eles pedem documentação para qualquer pessoa que entre no cassino e possa parecer ser menor de idade.

Pra mim, Colonia del Sacramento surpreendeu muito positivamente. Estava com pouca expectativa da cidade, até por que a maioria das pessoas que visita passa apenas algumas horas e acho que perde uma das coisas mais lindas que vimos por lá, que foi o pôr do sol.

Achei a cidade muito simpática, muito graciosa e muito interessante de conhecer. Essa coisa de andar, se perder e se achar é muito gostoso. Vale sim, fazer o bate e volta, mas se você tiver a possibilidade  de dormir ao menos uma noite por lá tenho certeza que você não vai se arrepender.

Se quiserem saber mais sobre  a minha viagem pelo país:
Leia aqui sobre Montevidéu
Leia aqui sobre Carmelo e Carmelo Resort and Spa – A Hyatt Hotel.

Viajamos no Carnaval de 2018. Victoria tinha 7 meses.

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