Diversos, Gravidez e Maternidade, Viagens

Viajar sem filhos, vale?

30 nov 2018

Uma das perguntas que mais recebi quando estava em Fernando de Noronha, foi como eu consegui deixar a Vic e fazer a viagem sem ela. Claro, que não foi fácil. No pré-viagem, foi horrível, inclusive. Mas nunca ouvi dizer de criança ou mãe que morrem porque foram afastadas por motivos de viagem. Logo, tentei ser racional, aguentar a onda do antes de viagem pra ver como eu ia reagir.

Uma das coisas que me confortou muito foi o fato de eu ter montado um super esquema em casa para esse período. Pedi para a babá da Vic ficar enquanto nós estivéssemos fora, minha mãe ficou aqui em casa também… eu não queria que a Victoria sentisse ainda mais tendo que ir pra casa da minha mãe ou pra outro lugar. Queria que tudo acontecesse naturalmente, na casa dela, com a caminha dela, os brinquedos dela, a rotina dela… sabia que ela estava super segura e tranquila.

Outra coisa que foi muito pensada antes de fazer a viagem acontecer, foi o destino. Queríamos um lugar perto o suficiente, mas ao mesmo tempo encantador para que pudéssemos realmente nos distrair. Queríamos ter acesso a internet e telefone, e poder voltar a qualquer momento se precisasse. Apesar do que muita gente fala, os celulares pegam muito bem em Noronha, a internet funcionou maravilhosamente bem e não tivemos nenhum tipo de problema.

Um outro item bobo mas que pra gente ajudou um pouco foi o fato de termos câmeras em casa. Sempre que sentíamos saudade nós víamos as câmeras, acompanhávamos a rotina dela, sabíamos o que ela estava fazendo… e todo dia antes de dormir, a gente dava uma espiadinha no app da babá eletrônica pra ver a pequenininha dormindo. Era muito reconfortante pra gente.

Optamos por não fazer facetime ou chamada de video com ela nenhum dia por vários motivos, mas o principal é porque ela costumava estranhar isso e ficamos preocupados dela começar a chorar com a chamada, pedir a mamãe e o papai e nenhum dos dois estar ali para atender ela. Como ficamos só 6 dias, foi mais tranquilo de aguentar. Mas sei que meu coração ficaria partido se ela começasse a chorar por uma vaidade minha (de falar no facetime) e eu não pudesse confortá-la depois.

Durante a viagem tentamos aproveitar ao máximo, fazer coisas que quando estamos com ela não conseguimos/queremos/podemos fazer, ir a lugares que não iríamos com bebê, ter o nosso tempo, namorar, ter jantares românticos e momentos a dois… e foi ótimo! Acho que cuidar da relação do casal é tão importante para a família quanto cuidar do bebê. Não entendam mal, você pode fazer isso de N maneira, mas pro meu casal, viajar a dois é uma delicia e fazer essa viagem foi maravilhoso. Então, quando me perguntam se valeu a pena eu não preciso nem pensar muito pra responder: VALEU CADA SEGUNDINHO! Foi maravilhoso!

Viajamos em outubro de 2018, Vic tinha 1 ano e 2 meses.

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