Há pouco mais de 2 meses inaugurou no Jardim Botânico o Didier. O restaurante, do chef Didier Labbé, que trabalhou no grupo Troigos por 10 anos, ocupa hoje o espaço que antes era do CT Trattorie.

A ideia do restaurante é trazer um bistrô tipicamente te francês, com um mix de comida simples com toque autoral e muitos alimentos frescos, a preços acessíveis.

Acho que ele conseguiu quase tudo que planejou. Os preços acessíveis são meio discutíveis, mas tudo bem. Assunto que vamos conversar mais pra frente.

Começamos com um couvert e duas entradas sugeridas pelo garçon: polenta mole com palmito trufado e ovo pochê com aspargos e crocante de Parma. A polenta estava deliciosa. O ovo era ok.

De principal pedimos quatro pratos diferentes. Um penne com ragu, cogumelos e bacon que estava surreal de gostoso. Um risoto de queijo minas com palmito pupunha e crocante de couve, bem gostoso. Um risoto de camarão, também gostoso. E um filé de costela, com batatas assadas e cogumelos cardoncelos, que também estava muuuuuito bom.

Para sobremesa pedimos um creme brule, especialidade da casa. Delicioso! Só senti falta de experimentar o profiteroles, a minha sobremesa preferida da vida. Mas eu volto lá pra isso!

No geral achamos tudo bem gostoso, mas longe de ter um preço acessível. Tem preço padrão de um restaurante de alto nível no Rio de Janeiro. Esse jantar com água e vinho saiu a mais ou menos R$600 para 4 pessoas. Não é caro, mas na minha opinião não é acessível também.

Ainda assim acho que vale muito a visita. O toque (fofo) final foi a visita do próprio chef na nossa mesa perguntando se estava tudo bem, se estávamos gostando da comida… esse toque pessoal faz toda a diferença é é de uma gentileza enorme. Curti!

Didier

Rua Alexandre Ferreira, 66 – Jardim Botânico

(21) 3264-7960 – aceita reserva.

Esse fim de semana resolvi fazer um programa diferente e ir conhecer a Ilha da Gigóia. Pra quem não é do Rio, essa é uma pequena ilha que fica no Canal da Barra da Tijuca. Hoje, moram aproximadamente 3 mil pessoas na ilha, que pode ser percorrida em uma caminhada de mais ou menos 25 minutos.

Pra chegar na Ilha é necessário fazer uma travessia de balsa (R$2/pessoa). Os barcos partem de um pequeno pier em uma ruela entre o prédio da Unimed e o posto Shell (na Avenida Armando Lombardi), no início da Barra da Tijuca. Quem for de metrô pode descer na estação Jardim Oceânico e atravessar a rua para chegar ao pier. (A dica aqui é estacionar o carro no shopping Barra Point!)

Se você quiser que o barqueiro te leve a algum outro ponto da Ilha da Gigoia ou da Ilha Primeira (que é logo depois) você precisa falar com ele para ele te informar o valor da “corrida” e te deixar no pier mais próximo. Foi o que fizemos. Pedimos para o barqueiro nos levar até o Bar do Cícero que era nossa escolha para o almoço.

Chegamos cedo por lá pois o restaurante costuma lotar. Pegamos uma mesa na beira da água e começamos a curtir o programa. Pedimos uma porção de pastel de camarão, que estava divino. Terminamos com uma moqueca de peixe que também estava deliciosa. O prato é bem farto e servia 3 pessoas tranquilamente. Achei o Bar do Cícero com excelente custo x benefício. Inclusive é uma boa opção para quem quer comer um bom prato de frutos do mar sem gastar muito.

Lá na Ilha da Gigoia você ainda encontra outras opções bem conhecidas de restaurantes como o Laguna, o Venne e o Bistrô Gigoia. O ideal é sempre chegar cedo ou ligar para fazer reserva e garantir seu lugar.

Quem quiser um final de semana off e bem fora do tradicional, pode se hospedar por lá. A ilha oferece algumas opções de hospedagem bacaninhas pros hospedes relaxarem e descansarem fugindo do padrão: Pousada da Gigóia, Pousada Ilha Maravilha, Pousada Oásis do Barral, Pousada Barra Eco BoutiquePousadinha da Barra.

O local não oferece grandes atrativos além de relaxar e passear meio sem rumo pelas ruelas. Mas quem quiser, pode negociar com o barqueiro um passeio pelas ilhas do entorno. Esse programa custa em geral R$20/pessoa e leva aproximadamente uns 40 minutos. Dependendo do percurso você consegue ver diversas aves e até jacarés.

O programa é super legal para fazer com família, amigos e claro, com crianças e bebês. Nós fomos com o nosso carrinho que fechar pequenininho e foi super tranquilo. A Vic aproveitou muito e adorou o passeio de balsa.

01
ago 2018

Yummy Tip: Lasai

Fui ao Lasai comemorar 4 anos de casada na semana passada e não pude deixar de registrar pro blog como foi a nossa experiência gastronômica, em um dos poucos restaurantes cariocas com estrela Michelin.

Assumo que fui um pouco tensa. Restaurante “chique”, com estrela Michelin, sem o cardápio no site e sabidamente “caro”. Logo eu, com paladar infantil… medo! Mas esse medo foi por água abaixo no minuto que entrei no restaurante e os garçons vieram falar com a gente.

Na verdade, tudo começou um pouco antes. Quando fizemos a reserva pelo site, colocamos no campo de comentários as minhas muitas restrições alimentares (não chego a ser uma chata para comer, mas assumo que não curto muito os verdes e coloquei isso lá, aproveitei e coloquei também que tenho paladar infantil, vai que ajuda o pessoal né?). No dia de irmos ao restaurante eles ligaram para o meu marido para entender melhor minhas restrições, perguntar sobre o que de fato eu comia e não comia e se preparar.

Quando chegamos no Lasai, o garçom que nos atendeu não só já sabia nossos nomes, como havia decorados nossas restrições alimentares e preferências. MUITO LEGAL! Achei de uma delicadeza sem tamanho.

Ele nos apresentou o cardápio, que muda diariamente de acordo com o que tem de mais fresquinho nos fornecedores deles naquele dia, e nós optamos pelo menu degustação, chamado de “Festival” (R$345) por eles. Essa opção vem com 8 aperitivos, 1 entrada, 3 principais e 2 sobremesas. É comida para caramba. A outra opção é o “Não me conte histórias” (R$295) que é uma espécia de a la carte onde você escolhe uma entrada, um principal e uma sobremesa dentre as opções que eles te dão no cardápio.

Como falei pra vocês, eu não curto muito verdes e tenho paladar infantil, logo, estava tensa com a experiência. Mas eles entenderam tão bem o meu gosto, e acertaram em tudo tão perfeitamente, que não posso nem dizer que não foi incrível. Os aperitivos estavam deliciosos, pra mim veio: crocante de milho com queijo, cebola com amendoim, batata roxa com amendoim e empadinha de amendoa. Na segunda leva, tivemos: pãozinho com barriga de porco, gnocchi de legumes na manteiga de garrafa, “tartar selado” de peixe branco e pão no vapor com vagem. Beeeem gostoso!

A entrada foi uma das coisas que eu mais gostei: ovo cozinho em baixa temperatura com cogumelos salteados e caldo de frango. Estava surreal de bom. Acompanhava um pãozinho da casa para você passar no ovo! Yummy!

Começaram a chegar os principais… o primeiro foi um peixe com pupunha. Surreal, o peixe desmanchava na boca. O segundo foi uma carne de vaca com cenourinhas e pure de aimpim e o terceiro (que eu já não estava mais aguentando) foi um porco com mandioquinha frita. Tudo MUITO gostoso mesmo. Mas assumo que quando o porco chegou eu já estava bastante satisfeita. E ainda tinham duas sobremesas…

As sobremesas estavam de comer rezando. Uma pena eu não ter conseguido comer tudo! hahahah Por que estavam deliciosas. A primeira foi um sorvete de chocolate branco com goiabada e capim limão, e a segunda foi um petit gateau de chocolate com farofinha de chocolate branco. SURREAL!

Resumo da história: o restaurante surpreendeu por ter conseguido me agradar com todas as dificuldades que eu impus com tantas restrições alimentares. Me surpreendeu também pelo preço. Assumo que achei que seria bem mais caro. E o atendimento me deixou embasbacada. Todos muito gentis, simpáticos, prestativos e sabendo na ponta da língua tudo que eu e o Alexandre não comíamos!

Valeu MUITO a pena. Recomendo demais. Acho que quem quer ter uma experiência culinária diferente e valiosa, pode ir de olhos fechados lá. Vale o investimento, vale uma comemoração especial e vale pela comida deliciosa que você vai comer.

Serviço:
Lasai
Rua Conde de Irajá, 191 – Botafogo
(21) 3449-1834
(21) 3449-1854
http://www.lasai.com.br/
Reservas pelo site.

02
jul 2018

Yummy Tip: Le Blond

Há algumas semanas eu estava tentando conhecer o mais novo empreendimento do chef global Claude Troigos, o Le Blond.

A casa que abriu no final do Leblon tem filas homéricas na porta desde o dia da inauguração, independente da hora ou dia da semana. Por conta disso nunca tinha conseguido ir conhecer.

Mas esse final de semana tomamos coragem, nós preparamos psicologicamente para a fila que pegaríamos e fomos até lá. Cheguei às 21h do sábado, e tinham 14 mesas na minha frente. Tudo bem. Segui o melhor esquema que pude pensar: coloquei o nome na lista e fui pra Dias Ferreira fazer hora até ser chamada. Em 1h20 nos sentamos.

O restaurante é simpático, com uma decoração que me remeteu aos bistrôs franceses (apesar de achar que a ideia deles nem é essa) e não muito grande.

Começamos o jantar com algumas entradas que o garçom recomendou: ovo poche Paul Bocuse, bruschetta de Parma e picles e bonbons de Brie. Achamos todos gostosos, mas nada excepcional.

Para o prato principal, o pessoal da mesa não foi muito criativo. Três pessoas pediram o peixe com banana caramelizada e purê de baroa, e eu pedi o risoto de camarão trufado. Tudo bem gostoso. Inclusive esses pratos também são servidor no Chez Claude. Aliás, vários dos pratos de lá são.

Para terminar a orgia alimentar pedimos o Petit Gateau de Doce de leite com queijo canastra. De-li-ci-o-so! Comemos dois. Hahahahahaha Tudo isso regado a vinho, claro. Levamos 2 garrafas e pagamos R$42 pela taxa de rolha. Achei honesto.

No geral achei o restaurante gostoso. Não amei, mas achei bom. O atendimento foi excelente, a comida é gostosa e o preço é o que se espera de um restaurante no Leblon que leva a marca/nome do Claude. O ponto negativo na minha opinião: o restaurante é realmente muito barulhento. Fomos tarde, já não estava mega lotado e ainda assim tínhamos que falar alto (em uma mesa redonda de 4 pessoas) para conseguir nos ouvir. Chato isso né?

Resumindo: achei bom, apesar de barulhento. Iria novamente mas pessoalmente achei a experiência de ir no Chez Claude bem melhor. Portanto, se eu tivesse que escolher entre eles (e digo escolher pq os dois são perto, do mesmo chef, com comida parecida, mesmo estilo e preços iguais) ia optar pelo Chez Claude.

Serviço:

Le Blond
Av. Ataulfo de Paiva, 1321 – Leblon
Tel.: (21) 3322-1440
Não aceita reserva