Rio de Janeiro, Variados

Um passeio pelo Bosque da Barra

06 dez 2018

Já contei algumas vezes por aqui que um dos meus programas preferidos é descobrir novos lugares no meu bairro, na minha cidade… Outro dia, por exemplo, fui conhecer a Ilha da Gigóia e recentemente, fui atrás do Bosque da Barra.

Eu não tinha muita ideia do que ia encontrar. Já tinha lido em alguns lugares que era um bom lugar para ir com crianças então aproveitei que já ia almoçar pelo bairro e passei a manhã no bosque. O lugar nada mais é do que um grande parque, com mais ou menos 5o hectares, focado na preservação ambiental e na vegetação da área. Lá você pode alugar quadriciclos pedalinho, bicicletas para passear, pode fazer picnic na beira do lago, brincar no parquinho ou apenas caminhar e correr.

São alguns caminhos e atividades para você fazer por lá. Como nós estávamos com pouco tempo, optamos por alugar um pedalinho quadriciclo para conhecer o local e ir parando onde a gente quisesse. Nossa primeira parada foi o habitat dos jacarés e das capivaras. No local marcado não vimos nada, mas no caminho vimos um filhotinho de capivara e depois, vimos um jacarézinho na beira do laguinho que fica perto do parquinho. Gravei videos disso e coloquei nos stories do instagram (está nos destaques em Rio).

Depois seguimos passeando até o parquinho para as crianças. Descemos para Vic brincar um pouquinho, compramos uma água e ficamos por ali algum tempo. Depois voltamos até o local para devolução da bicicleta passeando pelas alamedas super arborizadas.

O local tem estacionamento gratuito e a entrada no bosque também é grátis. O Bosque da Barra fica ao lado da Cidade das Artes e é uma boa opção de programa para quem tem crianças e quer variar o lugar de brincar de vez em quando.

Serviço:
Bosque da Barra
Av. das Américas 6000 – Barra da Tijuca
Funcionamento: de 3a a domingo, das 7h as 17h.

Foz do Iguaçu, Niagara

Foz do Iguaçu x Niagara Falls

05 nov 2018

Sei que esse post tem absolutamente tudo para ser parcial mas eu juro que não vai ser. Vou analisar cada um dos lugares da forma mais imparcial possível afinal, são duas cachoeiras lindas, dois passeios super turísticos e duas das maiores cataratas do mundo. Então, porque não?! No final de tudo você vão saber a minha opinião sobre cada uma delas e quem é a grande vencedora.

Se você quiser saber mais sobre cada um desses destinos é só clicar aqui no nome deles:

Foz do Iguaçu | Niagara Falls

Agora vamos começar as analises e comparações para ajudar você a decidir qual catarata visitar na sua próxima viagem.

Leia Mais
Argentina, Brasil, Destinos, Rio de Janeiro

O Zoológico do Rio

24 out 2018

Esse final de semana aproveitei o domingo meio nublado para fazer um programa que estava nos meus planos desde que a Vic nasceu: conhecer o zoológico do Rio. Antes de mais nada, não sou uma pessoa a favor do conceito de zoológico, mas já visitei alguns mundo afora e sei que nem sempre os animais são maltratados, que muitas vezes não tem condições de sobreviver sem aquele auxilio…

Pois bem, eu já sabia que uma parte do zoo estava fechada para uma grande reforma que eles estão fazendo. A ideia é mudar completamente tudo que já existe lá e transformar o espaço é uma área de entretenimento moderna, atualizada e muito mais agradável tanto para os visitantes quanto para os animais.

Nem vi a reforma mas já estou amando a ideia por que realmente está precisando a minha primeira impressão é de que o lugar está completamente decadente e abandonado. Jaulas enferrujadas, paredes mofadas, espaços pequenos demais para os bichos… sem falar na aparência dos animais. Todos parecem cansados e doentes, e os que não estão prostrados, parecem estar estressados demais.

Acho que já deu pra perceber um pouco do que eu achei do lugar né? Mas vamos as coisas boas. A parte que está aberta ao público tem a grande parte dos animais que as crianças vão gostar de ver: elefantes, tigre, leão, macacos, pássaros, hipopótamos entre alguns outros. Ficam de fora nesse momento as cobras, jacarés, chimpanzés e fazendinha.

O valor da entrada é bem razoável, R$20 por adulto e crianças menores de 2 anos não pagam. Idosos e estudantes pagam meia mediante comprovação. O local tem estacionamento pago (R$20) e fica bem em frente a um restaurante super tradicional na região que pode ser o seu combo do passeio.

Me perguntaram se achei que valeu a pena? Pessoalmente não gostei. Esperava bem mais. Achei decadente, achei sujo e obviamente não estou nem considerando o fato de estar em obras para tudo isso. Estou falando da parte que vi aberta. Por R$20 a Vic até gostou, mas não acho que foi uma experiência legal.

Estou ansiosa para ver o RioZoo pós obra. Pelo projeto que eu vi o local vai praticamente virar aquele parque do Jurassic Park. Fiquei realmente animada e acho que é isso que o Rio precisa se quer ter um zoológico para chamar de seu. Nessa matéria aqui você pode ter uma ideia do que vem por ai. Do contrário, vamos entregar os animais aos seus locais de origem ou a novos cuidadores e vamos admitir que não temos condições de ter um zoo na cidade.

Espero escrever um novo post sobre o zoo, em um futuro próximo, com as minhas impressões. Se essa obra se concretizar como planejada, tenho certeza que serão ótimas impressões. Agora, só volto lá quando inaugurar. Até lá, recomendo que você não visite o zoo, não é imperdível, muito pelo contrário. Guarda esses R$20 porque certamente quando o novo zoo inaugurar você vai precisar de algumas notas dessas para entrar.

RioZoo
Quinta da Boavista
Horário de funcionamento irregular devido as obras
(21) 4063-3003

Visitamos o Zoológico em Outubro de 2018.

Brasil, Destinos, Fernando de Noronha

Fernando de Noronha | Brasil

18 out 2018

Fernando de Noronha é o verdadeira sinônimo de paraíso no Brasil. É um daqueles lugares que você se impressiona sempre que vê fotos. Acha que todo mundo coloca filtro nas postagens e quando chega lá percebe que é ainda mais incrível do que tudo que você tinha visto e imaginado.

Praias meio desertas, um mar com vários tons de verde e azul que chegam a doer os olhos, a água mais cristalina que você pode imaginar e uma diversidade marinha que impressiona. Peixes coloridos, tubarões, muuuuuitas tartarugas marinhas, arraias e os mais diversos tipos de corais podem ser observador por lá.

O arquipélago pernambucano é formado por 21 ilhas, sendo a sua principal a única habitada. A ilha localizada no Oceano Atlântico, fica a 545km de Recife e 240km de Natal.

ANTES DE IR

Noronha é um arquipélago protegido por diversas leis ambientais. É um dos poucos lugares do Brasil onde a lei realmente funciona e eles cuidam mesmo disso. O primeiro passo, para facilitar a sua chegada na Ilha é já pisar por lá com as taxas obrigatórias pagas. Isso te poupa um grande tempo de fila no aeroporto.

O valor da taxa varia de acordo com o tempo da sua estada na ilha. Para um dia, paga-se R$70,66 e para uma semana R$449,43. Você pode fazer o pagamento através desse site aqui. Nele você consegue consultar o status do seu pagamento, o valor a pagar, emitir o boleto… Não se esqueça de levar tudo impresso para comprovar que você fez o pagamento, e não deixe para pagar em cima da hora. O seu nome pode demorar até 48h para aparecer no sistema deles como pago!

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Dica: Se você for ficar em mais de uma pousada durante o período da sua estada na ilha, você tem que colocar no documento o nome da sua primeira pousada pois eles ficarão com parte da documentação que você vai levar.

Outra taxa que você pode (e deve) pagar antes de sair de casa, é a taxa do Parque Nacional Marinho (R$97 válida por 10 dias). É com ela que você tem autorização para visitar algumas praias e fazer as trilhas. Vale já sair com o ingresso de casa e poupar tempo e fila em Noronha. Você pode comprar seu ingresso nesse site aqui.

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COMO CHEGAR

Não existem vôos diretos para Fernando de Noronha, todos os vôos passam por Recife. Atualmente, a Gol e a Azul são as únicas companhias aéreas que voam para a ilha.

Já saia de casa sabendo que 70% das vezes os vôos para/de Noronha tem algum tipo de problema. Nós, por exemplo, tivemos o vôo de Recife para lá cancelado por conta de “problemas técnicos”. Nos acomodaram em um vôo da Azul (que não era a nossa cia aerea) 4h depois que chegamos em Recife. Isso atrasou nosso dia lá, mas poderia ter sido pior né?

Portanto, organize-se sabendo que seu vôo de ida/volta pode dar problema e já saia de casa de cabeça leve. Nada de se estressar por isso. Acontece e acontece com frequência por lá.

QUANDO IR

Eu diria que essa talvez seja uma das decisões mais importantes da sua viagem. Escolher o momento certo pra conhecer Fernando de Noronha pode ser fundamental pra você ter uma experiência completa na ilha.

Sem dúvidas os melhores meses são os de setembro e outubro, pois as águas estão calminhas, o mar costuma estar sem ondas e impedido de chuvas já passou. Os meses de fevereiro e março são conhecidos pelos swells, que transformam a ilha em um grande campeonato de surfe, por causa das ondas imensas que costumam surgir por lá.

“Ah, mas você foi em outubro e pegou um swell”. É verdade! Um fenômeno inclusive. Há mais de 35 anos não acontecia um swell em outubro em Fernando de Noronha. Um pessoal da ilha estava dizendo que foi causado pelo furacão que aconteceu nos Estados Unidos, outros diziam que era por conta do desastre na Indonésia. Vai saber. O swell é um fenômeno da natureza e sobre eles nos não temos controle, portanto, como aconteceu comigo, você pode ir em uma época boa e chegar um swell, ou pode ir em uma época ruim e pegar mar parado.

O que eu posso garantir é: a ilha com swell é outra ilha. As praias não ficam tão verdinhas, o mar não vira piscininha e em vários lugares você não pode nem entrar na água por que o mar está batendo muito. Ou seja, se puder escolher, vá no período mais calmo (também conhecido como alta temporada!)

coisas que amamos fernando de noronha dicas informações quanto custacoisas que amamos fernando de noronha dicas informações quanto custa(Reparem no mar depois e antes do swell. Fala ai se não vale ir na época boa!?)

COMO SE LOCOMOVER

Essa questão pra mim ficou bem clara agora que voltamos de viagem: alugar buggy é fundamental. Na verdade a ideia é um pouco mais ampla, ter algum transporte é fundamental. O que isso significa? Que você vai ter uma despesa grande na viagem e que isso vai ser a sua salvação também.

O aluguel do buggy varia entre R$250 e R$350 por dia. E ainda assim esgota, e muito rápido. Portanto, se você quer alugar um faça isso com antecedência. Saí do Rio com o meu buggy reservado e quando chegamos lá soubemos que vários turistas estavam tentar alugar e não conseguiam por que a ilha estava cheia e não tinham mais buggys disponíveis. Alugamos com o Pedrinho, e foi excelente. Além de ser um querido, a empresa dele oferece assistência ao buggy 24h/dia. Seja para trocar um pneu furado, para consertar um buggy quebrado ou até mesmo para substituí-lo caso seja necessário. O contato dele:

Pedrinho
(81) 98714-3912

Se você quer economizar um opção é alugar uma moto. O valor costuma ficar em torno de R$100/dia. É bem mais barato e funciona igual. Só lembrem-se que tirando a BR, que corta a ilha, as estradas são de terra e pedregulho, portanto, só alugue moto se você realmente souber dirigir.

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Se você vai com criança pequena/bêbe ou quer mais conforto, pode alugar um carro ou um 4×4. Os preços são um pouco mais altos que o do buggy e também são poucas opções de locadoras na ilha que oferecem esse produto. Faça sua reserva com antecedência.

“Ah, mas eu não quero/sei dirigir”. Tudo bem, você pode fazer tudo de táxi mas saiba que as corridas são bem carinhas. Uma corrida do Bar do Meio até o Porto (que deve ser mais ou menos 1/4 da ilha) custa R$40.

Pra quem realmente quer economizar, lá existe um ônibus que corta a ilha pela BR e custa R$5/pessoa a passagem. E uma prática super comum é a da carona. Muita gente pede e todo mundo que tem buggy com espaço dá.

DICA: Nós pegamos o buggy no aeroporto, com tanque praticamente vazio e fomos direto abastecer. Pra encher o tanque gastamos R$180, que durou todos os 6 dias de viagem. Devolvemos no aeroporto, com o tanque praticamente vazio também. Economizamos o taxi/transfer de ida e volta até o aeroporto. Sem falar que economizamos muito tempo porque o transfer dos hotéis costuma demorar muito.

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DINHEIRO

Ouvimos muito antes de ir que tínhamos que levar dinheiro vivo pois quase nenhum lugar aceita cartão. FALSO! Quase todos os lugares aceitam cartão o problema é a rede do cartão pode cair em caso de chuva forte ou dia muito nublado. Não aconteceu com a gente nenhuma vez, mas na dúvida, leve uma quantia maior de dinheiro, leve talão de cheques e prepare-se para fazer transferência bancária, se for necessário.

Outra coisa que eu sempre ouvi falar é que as coisas em Noronha são muito caras. VERDADEIRO. Nós fizemos uma brincadeirinha que dizíamos que o real do continente é desvalorizado lá. Só pra vocês terem uma ideia: uma garrafinha de 500ml de água chegou a custar R$10 num barzinho. Uma garrafa de 1,5l num mercado, custava R$7.

“Como baratear a viagem?” Essa foi uma das perguntas que eu mais recebi nos stories. Bom, o primeiro passo é escolher uma pousada mais econômica. Isso certamente é o que vai pesar no seu orçamento. O segundo passo é rachar alguns passeios (como o de barco privado) e o aluguel do buggy. Se você for com mais um casal de amigos, por exemplo, vai ser perfeito para esse ratatá. (Muita gente nos hotéis e pousadas se juntam para dividir os passeios e dar uma economizada. Fique de olho!) Outra ideia é fazer compras de água e comidinhas no mercado, que ainda é caro, mas é mais barato que comprar nos bares e lojinhas espalhados na ilha. Por último, negocie todos os passeios em que a presença de um guia é obrigatória com o mesmo profissional. Assim, talvez ele faça um pacotão e você consiga um bom desconto. Ah! Você pode procurar restaurantes mais acessíveis também. Na Praça Flamboyant, por exemplo, tem algumas opções de restaurante a kg, na Praia do Porto tem uns barzinhos mais simplezinhos que vendem peixe assado e frito com um preço melhor…

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SEGURO VIAGEM

As vezes, viajando dentro do Brasil, nem lembramos da importância do seguro viagem. Estamos no nosso país e temos certeza que de que estamos “seguros”. Porém, nem sempre as coisas funcionam dessa forma.

Fernando de Noronha tem uma estrutura médica bem precária. A ilha tem apenas um hospital (que só atende a casos sem emergência) e um médico que atende todos os incidentes e pacientes de lá. Se você tiver algum problema e precisar de um atendimento emergencial de verdade, terá que ser transferido para Recife. Se um bom seguro saúde, você dependerá da Prefeitura de Fernando de Noronha e do Governo de Recife. E acredite, você não vai querer depender deles.

Por isso, minha recomendação aqui é: se você tem um plano de saúde, verifique se ele é nacional e atende em Noronha e principalmente, veja se você tem direito a translado de avião em caso se emergência. Se você não tiver isso, faça um seguro saúde imediatamente.

Eu sempre recomendo a Real porque é a seguradora que eu uso e confio. É parceira do blog e tem um esquema de comparação de preços e coberturas que é sensacional para definir o melhor plano pra você. Clique aqui e faça sua cotação.

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ONDE FICAR

A sensação que eu tinha antes de ir pra Noronha meio que se confirmou após a nossa estada na ilha. Os hotéis por lá são meio 8 ou 80. Você encontra poucos hotéis meio termo, seja em conforto/qualidade, seja em preço. Experimentei dois hotéis e aproveitei para dar uma olhada em algumas outras opções e separei aqui por preço pra vocês.

$
Pousada dos Corais: Uma opção simpática e mais acessível na Ilha.
Pousada Malibu: Simples mas super bem localizada no coração da Vila dos Remédios.
Pousada Tubarão: Da leva das mais baratinhas, mas super gracinha e pertinho da Vila dos Remédios.
Vila Mar: Acho que é a mais baratinha dessas lista e ainda é bacaninha.

Se você quer uma opção ainda mais barata, achei esse Noronha Hostel bem simpático. Outra opção super comum lá, é se ficar em hospedagens familiares. Alguns moradores transformam alguns quartos de suas casas em suite para turistas. Esse tipo de hospedagem é bem mais barato. Se quiser ver algumas opções, clique aqui.

$$
Lua Bela: Foi a pousada que ficamos nos dois primeiros dias de viagem. É simples, mas atende super bem. Confortável, café da manhã gostos e atendimento ótimo.
Pousada do Vale: Super bacaninha, charmosa e confortável. Era a minha primeira opção mais lowcost, mas lota super rápido. Reservem com bastante antecedência.
Tesouros de Noronha: Do ladinho da Pousada da Morena. Muito gracinha. Se puderem peçam para não ficar no quarto com vista para a BR.
Pousada Zé Maria: Já foi uma das mais famosas da ilha, hoje está um pouco antiga, mas ainda assim é bem confortável e tem uma vista linda Fica na categoria $$ mas quase $$$.
Pousada Dolphin: Fiquei na dúvida em qual categoria que ela deveria entrar, mas ela é boa e segue a linha mais acessível. Fica entre a $ e a $$.

$$$
Pousada da Morena: Foi a nossa escolha. Passamos 4 dias aqui e amamos. O café da manhã é incrível, o atendimento é excepcional e o quarto é muito confortável. Isso tudo sem falar naquela piscina de borda infinita com vista pro Morro do Pico né?! A dica aqui é: fiquem no apartamento. Ganhamos um upgrade pra um bangalô e achamos bem pior do que o apartamento que estávamos. Ah! O 107 tem vista para o Morro e é lindo de morrer.
Pousada Maria Bonita: A pousada do Bruno Gagliasso. Apesar de ser do ator não é nem de perto a mais cara da ilha. É super confortável e bem decorada.
Pousada Teju Açu: É linda e deliciosa. Os quartos tem varanda com rede, ela é toda arborizada e super charmosa. O restaurante é delicioso.
Pousada Triboju: Outra pousada mais luxuosinha de Noronha. Bem confortável e charmosinha.
Pousada Maravilha: A pousada do Luciano Huck. Ela fica mais afastada de tudo, na praia do Sueste mas tem uma vista linda.
Nannai Noronha: Novíssimo! Inaugura no verão de 2019 e promete ser mais um recanto luxuoso na ilha.

Dica: A melhor sugestão que eu posso dar aqui é para pensar que a grande maioria dos restaurantes fica na Vila dos Remédios ou próxima dela. Se você estiver sem buggy/moto acho imprescindível ficar por lá. Se você estiver de carro, não faz tanta diferença onde vai se hospedar, exceto se ficar pelo Sueste, que é a ponta mais afastada da ilha, mas ainda assim não é nada absurdo. (De uma ponta a outra, pela BR, você leva mais ou menos 15/20min de carro).

coisas que amamos fernando de noronha dicas informações quanto custa(Na deliciosa piscina da Pousada da Morena)

O QUE FAZER

Algumas coisas que eu percebi quando comecei a organizar a viagem é que tudo parece muito confuso em um primeiro momento. Você não acha muitas informações claras sobre as trilhas, sobre as praias, sobre o que fazer… pelo menos eu procurei, conversei com pessoas que já tinham ido e todas tiveram essa mesma sensação pré-viagem. A minha ideia aqui é esclarecer o máximo possível, para que vocês se sintam seguros e bem informados ao viajar para Noronha.

Fernando de Noronha é aquele tipo de lugar que você pode passar 1 mês lá que cada dia vai ter uma coisa nova e diferente pra fazer. Coloquei nessa seleção alguns passeios que eu fiz e outros que eu gostaria de ter feito ou acho, pelo menos, importante vocês saberem da existência.

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  • Passeio de Barco

Foi uma das coisas mais legais que fizemos na ilha. Amamos o passeio! Optamos pelo barco privado, que faz o trajeto do Porto ao Dois Irmãos e vai parando em diversos lugares pra banho. O passeio inclui o plana sub, que é uma pranchinha onde você vai sendo puxado pelo barco e fazendo snorkel ao mesmo tempo.

No nosso ainda tinha almoço incluído. O barqueiro pescou o peixe fresquinho na hora, fez uns sushis de entrada e depois assou os filés na brasa para servir com salada e torradinhas feitas na hora também. Tudo simples mas muito gostoso e super bem servido. Recomendo muito o nosso barqueiro. Ele é uma simpatia e a lanchinha dele estava ótima. Cabem confortavelmente 6 pessoas nela. Anotem aí o contato dele:

Dipeto
(81) 99862-6134

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  • Trilhas

Um dos programas mais famosos e falados de Noronha. Exatamente por isso, está se tornando uma “máfia” local. Vou explicar melhor. Hoje, pra você conseguir fazer uma trilha, você precisa ir até o ICMBio portando a sua carteirinha da xxxx, pra tentar uma vaga pra 3 dias após aquela data em alguma das trilhas que você gostaria de realizar.

O ICMBio não marca trilhas pra antes de 3 dias, ou seja, se vc vai no dia 10, pode começar a tentar marcar para o dia 13. Se quiser fazer a trilha no dia 14, tem que ir no dia 11. Não adianta ir no dia 10. Deu pra entender?

Pois bem, por questões ambientais, a quantidade de visitantes é super controlada e as trilhas tem número limitado de vagas pra cada dia. A trilha do Morro São José, por exemplo, só permite 16 visitantes por dia. Ou seja, consegue quem chega mais cedo. A “máfia” atua aí. Alguns guias estão se juntando e chegando no ICMBio às 3h da manhã pra conseguir marcar a trilha pros seus turistas (e obviamente cobram muito a mais por isso!). O turista desprevenido, chega cedo lá, antes de abrir, crente que está mandando bem e quando chega sua vez de escolher a trilha, não tem mais vagas disponíveis pra quase nenhuma. Ou pelo menos para as mais interessantes e concorridas. Chato né? Isso aconteceu todos os dias com a gente. Ou seja, não conseguimos fazer nenhuma trilha.

coisas que amamos fernando de noronha dicas informações quanto custaA questão é: se você quer fazer a trilha, chegue cedo (o ICMBio abre às 8h30 e não funciona domingo) e torça pra ter alguma disponibilidade pra data e trilha que você quer.

Importante lembrar: algumas trilhas só são permitidas se você tiver um guia te acompanhando, outras você pode fazer por conta própria.

As trilhas mais famosas que precisam de agendamento no ICMBio são: Atalaia Longa e Curta, Morro São José, Abreus e Capim Açu. Além dessas, tem também a trilha do Piquinho que não precisa de agendamento mas precisa estar acompanhado por um guia.

Para todos os passeios com guia vou recomendar os guias que me ajudaram muito antes de ir e enquanto eu estava lá. Os dois são ótimos, conhecem tudo e ainda são ótimos fotógrafos.

Silvio (81) 99666-0665 @silvioguianoronha
Kleber (81) 99992-7345 @kleberguianoronha

  • Canoa Havaiana

Um passeio super legal que eu não tinha dado muita importância antes de ir mas adorei ter feito. Recomendo que vocês façam no nascer do sol pra pegar umas imagens lindas e pra ver os golfinhos chegando.

Nós fizemos às 8h30 da manhã e conseguimos ver muitos golfinhos também. Foi emocionante! O passeio sai do Porto em direção a praia da Conceição. São mais ou menos 2h de remada e você para na Conceição pra fazer snorkel e dar um mergulho. É super tranquilo e não é mega cansativo como pode parecer. Recomendo que vocês reservem com antecedência esse passeio, principalmente se quiserem fazer no nascer do sol que é bastante concorrido.

Noronha Canoe Clube (Barbara e Danilo)
(11) 92565-5712
@noronhacanoeclube

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  • Ilha Tour

Esse passeio é um verdadeiro dilema. Muita gente acha ruim fazer, outras pessoas amam. Pessoalmente eu amei e acho que foi muito importante pra gente ter feito. Chegamos em Noronha no auge de um swell, ou seja, o mar estava impraticável. Não era possível mergulhar/se banhar em nenhum lugar. Grande parte do Ilha Tour é feito por terra, no seu carro/buggy ou o da empresa/guia que você contratou.

Optamos por fazer o passeio privados, no nosso buggy. O guia nos encontrou no hotel e foi nos levando para todos os lugares. Começamos o passeio na parte próxima ao Porto. Vimos a enseada dos tubarões, a igrejinha, as ilhas secundárias, ruínas, buraco da Raquel… de lá seguimos para o Sueste passando por algumas outras paradas.

Na Praia do Sueste, que era a única possível pra mergulho naquele dia, o guia mergulhou no mar com a gente e nos guiou por lá. Vimos tartarugas, lagostas, peixes… mas nada do famoso tubarão.

De lá seguimos para o Sancho e seu Mirante. Pausa pra muitas fotos. Continuamos até a praia do Boldró, Cacimba do Padre, Baía dos Porcos e por último, assistimos o pôr do sol na Pedra do Bode.

Ele nos contou um pouco sobre a ilha, deu dicas de lugares legais pra ver o pôr do sol, restaurantes, desmistificou alguns assuntos, explicou outros… pra gente valeu muito a pena. É um passeio de dia inteiro e que vale o preço que custa. O ilha tour sem ser privado custa em média R$150/pessoa. O privado custa R$200/pessoa.

coisas que amamos fernando de noronha dicas informações quanto custa coisas que amamos fernando de noronha dicas informações quanto custaUma das paradas do ilha tour é na enseada dos Tubarões

  • Piscinas do Morro de Dentro

Outro passeio bem legal que aparece pouco nos blogs e roteiros de Noronha. Esse é um programa que só pode ser feito na maré baixa e com a ajuda de um guia.

O caminho até as piscinas é totalmente de pedras, bem complicadinho. Quem não fica confortável em andar nas pedras, agarrado na parede talvez não se sinta muito bem fazendo esse passeio. Mas não é difícil não, só chatinha essa parte das pedras.

Você visita duas piscininhas que ficam em um morrinho bem em frente ao Bar do Meio. Como não são muito famosas ficam super vazia e você consegue curtir a piscina em si, as paisagens, tirar fotos… tudo isso sem disputar espaço com os outros turistas ou ficar em filas.

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  • Travessia Porto-Cachorro

Essa travessia é super legal pra quem ama fazer snorkel, quer ver muita vida marinha e tem alguma disposição.

O passeio começa na praia do Porto e segue até a Praia do Cachorro. São mais ou menos 2h de nado pela costa, fazendo snorkel, vendo os naufrágios do Porto, a vida marinha, os corais… é bem bacana! Nos vimos várias tartarugas (muitas mesmo), arraias, corais, peixes variados e ouvimos os golfinhos. Aqui também não encontramos o tubarão, apesar de ser um lugar super comum de encontrar.

Pessoalmente eu achei um pouco cansativo no final. Meio mais do mesmo, sabe? Mas eu não sou do tipo que AMA fazer snorkel. O Alexandre que ama achou o passeio incrível.

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  • Mergulho de Cilindro

Não foi dessa vez que fizemos o mergulho. Como eu disse aqui encima eu nem sou a maior entusiasta desse tipo de programa, mas o Alexandre ama e ficou arrasado por não fazer.

De qualquer forma pra quem quer fazer o mergulho eles têm esquemas diferentes pra quem tem curso e pra quem vai só fazer o batismo. Os dois são super interessantes e valem a pena.

Tem duas empresas que são super confiáveis: Atlantis e Noronha Divers. Foram as mais recomendadas pra gente. Tanto pelas pousadas, quanto pelo pessoal que mora lá e também por amigos que já fizeram mergulho com eles.

 

PRAIAS

Vou tentar fazer um super resumo das praias aqui pra vocês saberem um pouquinho de cada uma delas, das que são imperdíveis, do que tem em cada uma e etc

  • Sancho

Começando pela estrela da Ilha. A Baía do Sancho já foi eleita diversas vezes a praia mais bonita do mundo e não é à toa. Ela é realmente surreal.

Mas chegar até ela pode ser um problema. O caminho está longe de ser simples. Depois de uma pequena caminhada sobre um deck de madeira, você precisa descer 2 lances de escada espremido entre pedras e, depois, descer mais uma pequena escadaria que dá na areia.

Lá embaixo você não tem nenhum tipo de estrutura de barraca, cadeira ou bar, por isso, leve sua água e seu biscoitinho pra não morrer de fome e sede. Ah! Não tem muita sombra na praia, então, não esqueça o protetor solar e o chapéu. E prepare-se para disputar lugar embaixo das poucas árvores existentes na praia.

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  • Baía dos Porcos

Na minha opinião a paisagem mais bonita de Noronha. Pra chegar até essa praia você precisa fazer uma pequena trilha pelas pedras começando no canto esquerdo da Praia da Cacimba do Padre.

No caminho você vai subir até um ponto onde é possível tirar lindas fotos dos Dois Irmãos e claro, da Baía dos Porcos de frente. O melhor momento pra mergulhar por lá é durante a maré cheia/alta, pois a praia tem muitas pedras.

O Alexandre fez a travessia da Cacimba até a Baía dos Porcos nadando com Snorkel e amou. Eu só fui até perto do Dois Irmãos pra tirar foto e voltei! Hahahhahah essa também não tem barraca, bar ou sombra. Se você tiver aqueles sapatinhos de água aqui é um excelente lugar para usar.

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  • Cacimba do Padre

É uma praia grande que da de frente pro Dois Irmãos. Diferente das anteriores, essa tem alguma estrutura de bar e barracas. Você consegue alugar duas cadeiras e um guarda sol por R$50.

Na baixa temporada, quando a ilha é tomada pelos muitos swells, essa é a praia onde acontecem os campeonatos de surfe.

  • Praia do Boldró e do Bode

São duas praias lindas, mas pouco frequentadas pelos turistas. A primeira tem um acesso bem ruim. A estrada de pedregulhos e terra é íngreme e até o buggy sofre na subida. Mas essa praia é linda e tem um barzinho que vende bebidas e até comidinhas.

A segunda é super fácil de chegar e é onde tem a Pedra que eu amei ver o pôr do sol. Falo mais sobre isso adiante. No cantinho direito dessa praia, também fica uma piscininha super delícia que não costuma ficar cheia nessa época, mas como pegamos dias de swell, a piscininha se formou e foi uma delicia. Ah! Essa praia tem uma vista linda para o Dois Irmãos.

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  • Praia da Conceição

É a praia que fica ao lado do Bar do Meio e a que tem a melhor estrutura de bares, barracas e infra para quem gosta. Ela tem uma vista linda para o Morro do Pico e é um boa opção de lugar para o Pôr do Sol. Ah! Nessa praia mora uma tartaruga apelidada de Jurema. Quando os barcos de passeio param por ali, ela vai correndo ver se rola uma comidinha. Então já sabe. Viu os barcos de passeio do lado direito, pega o snorkel e vá procurar a Jurema.

  • Praia do Meio e Praia do Cachorro

Ficam uma ao lado da outra, exatamente do outro lado do Bar do Meio. Elas são praias bem parecidas e calminhas. Bem gostosas para quem quer nadar e ver peixinhos de snorkel.

Na Praia do Cachorro, do lado direto, é onde fica o famoso Buraco do Galego. Uma piscininha natural super pequenininha que ficou hiper famosa depois que bruna Marquezine e Neymar tiraram foto lá. Se você for mais adianta nas pedras, encontra a Lasca da Velha, uma formação rochosa que também forma uma piscininha e é um super point para tirar fotos.

coisas que amamos fernando de noronha dicas informações quanto custa coisas que amamos fernando de noronha dicas informações quanto custaNa primeira foto é o famoso Buraco do Galego e na debaixo, um cantinho na Praia do Cachorro

  • Praia do Porto

É uma praia que pouca gente dá bola, mas é uma das praias com mais vida marinha da Ilha. É dessa praia que saem todos os passeios de barco, o passeio da canoa havaiana e os mergulhos de cilindro.

É nela também que você vai poder ver dois grandes naufrágios que aconteceram por lá. O local é super legal para fazer snorkel, ver tartarugas e até tubarões.

  • Baía do Sueste

É uma das praias mais conhecidas da Ilha, pois foi lá que aconteceram os últimos ataques de tubarão. Essa praia é realmente o lugar onde teoricamente você encontra tubarões com a maior facilidade. O Alexandre viu um quando estávamos lá no ultimo dia. Mas ele viu no raso mesmo, com água batendo abaixo do joelho dele.

Essa praia faz parte do Parque Nacional Marítimo então é super protegida. Para mergulhar no canto direito dela, você precisa alugar colete para flutuar e não correr o risco de pisar nos corais que são preservados ali. É no canto direito também a maior incidência de vida marinha da praia.

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  • Praia do Leão

Uma praia lindíssima, que fica no mar de fora, ou seja, ela é um pouco mais agitada que as outras. Mas tem aquele tom de verde de cair o queixo e um plus a mais: ela é uma praia de desova de tartarugas, então, passeando por ela, você pode ver ovinhos, tartaruguinhas e até as tartarugas maiores indo desovar. Muito fofo!

Além dessas que são as principais e mais importantes praias da Ilha, você ainda vai passar por algumas praias menores, outras que você só chega a nado ou de barco e por outras em que você só pode olhar de longe e não pode descer na praia de fato por questões ambientais.

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PÔR DO SOL

Fizemos questão de ver o pôr do sol cada dia em um lugar diferente na ilha pra poder opinar aqui sobre o que achamos de cada um. Vou colocar aqui na ordem que eu mais gostei.

Pedra do Bode: Esse foi especial pra mim. Ele não é super conhecido então não fica hiper lotado, e como é no alto de uma pedra não cabe muita gente também. E a vista para o Dois Irmãos é de cair o queixo. A dica aqui é não chegar muito tarde. A pedra do Bode fica em uma trilhazinha (de 2 minutos, bem tranquila) a direita no estacionamento da Praia do Bode.

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Forte do Boldró: Esse também é lindo, mas é muito conhecido e fica muito cheio. O estacionamento lota, o espaço pra admirar a paisagem também. Chegue cedo e garanta seu spot. Ah! Leve repelente e uma canga pra sentar no chão. E não confunda forte do Boldró com Mirante do Boldró. Do Mirante vc não vê nada.

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Bar do Meio: Foi o nosso primeiro pôr do sol e foi muito gosto. Você vê a praia da Conceição, o Morro do Pico… é uma vista diferente dessas duas acima. Bem legal de ver. Sem falar que depois que o sol se põe começa uma musiquinha animada no bar e fica ainda mais legal.

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Praia da Cacimba: a vista também é pro Dois Irmãos, e eles estão ali, na sua cara. Você fica na areia, com a canga esticada, leva um cooler ou compra uma bebida na areia e curte o momento. É muito bonito.

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Forte da Vila dos Remédios: Esse é o único ponto que eu achei em que é possível ter uma vista do Morro do Pico e do Dois Irmãos. Tem uma ladeirinha cansativa pra chegar mas a vista é bem bonita.

Mergulhão e Praia do Porto: dos que eu fui foi o que achei menos bonito apenas porque o Porto não é uma região muito bonita. Mas a vista do por do sol continua sendo maravilhosa e o fato de você ter uma infraestrutura de restaurante lá é bem confortável.

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ONDE COMER

Os restaurantes em Noronha são simples mas a comida é muito gostosa. Não espere luxo, mas espere comida boa, atendimento caloroso e uma continha salgada. Nesses restaurantes abaixo a média de preço pra um jantar com entrada ou sobremesa + principal + vinho, era perto de R$300/R$350.

  • Pousada Teju-Açú: Acho que foi o restaurante que eu mais gostei aqui. Comemos frutos do mar e estava MUITO bom. Foi o jantar mais caro que fizemos.
  • Xica da Silva: Outro restaurante que gostamos muito. Sentamos na varanda e estava muito agradável. Pensamos até em repetir.
  • Cacimba Bistrô: Um dos mais famosinhos da Ilha. O pastel de lagosta é a sensação da casa. Tem um lounge simpático, mas evite ficar no salão por que o cheiro de fritura impregna.
  • Varanda: Restaurante que fica super escondido atrás do Trovão dos Mares. A comida também é muito boa. Não deixe de pedir o trio de chocolate ou a cocada mole de sobremesa. Comemos os dois estavam divinos. Assim como o Cacimba não recomendo sentar no salão por conta do forte cheiro de fritura.
  • Pousada da Morena: Foi a pousada que nos hospedamos. Almoçamos por lá dois dias e a comida estava uma delicia. As 6as feiras acontece um festival de ceviche que é super famoso na ilha.
  • Mergulhão: Ótima pedida pra ver o pôr do sol e comer alguma coisa. Foi o nosso segundo restaurante preferido. Além da vista linda, é badaladinho e a comida é deliciosa. Recomendo o peixe em crosta de castanha. Estava divino. (Faz reserva, inclusive pro pôr do sol, recomendo fazer!)
  • Bar do Meio: Outra boa pedida pra ver o pôr do sol e dar uma esticadinha. Nos comemos várias entradas e não pedimos prato principal, mas achamos tudo muito gostoso. Aliás, peçam o camarão no alho e óleo e o queijo coalho com melaço, nós adoramos! Aqui eles têm um esquema de consumação mínima em algumas mesas e bangalôs. Se você estiver com um grupo se informe sobre isso para poder reservar. Se estiver em casal, veja as mesas com a consumação mínima de R$300. Ou se não quiser pagar consumação, chegue bem cedo e garanta uma mesa bem localizada com vista para o show da natureza.

coisas que amamos fernando de noronha dicas informações quanto custaNossa mesa ma-ra-vi-lho-sa no Bar do Meio na hora do pôr do sol

Além desses nos indicaram também o restaurante da Pousada Maravilha, que é mais chiquezinho, o Mesa da Ana, que precisa de reserva com bastante antecedência e o festival de frutos do mar do Zé Maria. Esse último não foi unânime. Algumas pessoas amam, outras não acham que vale o preço. Não fomos a nenhum desses e todos eles são um pouco mais caros do que os que eu citei acima.

Uma dica boa aqui é chegar cedo nos restaurantes. A maioria dos deles não aceita reserva e partir das 20h todos eles lotam (exceto os que você vai pra ver o pôr do sol que lotam no horário do pôr do Sol e as vezes fecham cedo, como é o caso do Bar do Meio!). Se conseguir chegue por volta de 19h30 e não pegue filas.

De qualquer forma, pergunte na sua pousada se o seu escolhido faz reserva. Se ele fizer, ótimo, já peça pra eles ligarem e marcarem. Lembrem-se que em Noronha os programas começam super cedo, então a maioria dos restaurantes não fica aberta até muito tarde.

VIDA NOTURNA

Assumo que curti muito pouco o agito noturno de Noronha. A minha ideia era descansar, acordar cedo e curtir mais o dia do que a noite. Mas isso não significa que não sei as “boas” da ilha.

Aos domingos, o Bar do Meio promove uma festa com música ao vivo pós sunset. Eu curti muito, quando fomos tomou pagode das antigas e mesmo quem não ama o ritmo não passa ileso. Pós praia, clima gostoso, musiquinha animada…

As 4as, 6as e sábados acontece o famoso forró da Praia do Cachorro. Às 5as, tem reggae na Praia da Conceição (suuuuper bem falado!) e as 3as, o agito é no Ginga Bar. Atenção porque esse começa e termina cedinho.

coisas que amamos fernando de noronha dicas informações quanto custaHOTSPOTS DAS FOTOS

Aquele lugar imperdível para você fazer suas fotos perfeitas (e tradicionais) em Noronha. Selecionei alguns lugares que acho que você não pode deixar de ir se quiser “A” foto de Fernando de Noronha:

  • Mirante Dois Irmãos (se possível em um dia de sol, mar calmo e próximo ao meio dia);
  • “Mirante” entre Praia da Cacimba do Padre e Baía dos Porcos (segue a mesma indicação acima, pode até ir antes ou depois para fazer a foto perfeita);
  • Forte do Boldró ou Pedra do Bode (principalmente no Pôr do Sol);
  • Buraco do Galego (ele é famosinho então fica super lotado, mas sabendo fazer a foto é lindo demais. Sol de 12h e pós maré cheia!)
  • Bar do Meio ou Praia da Conceição para fotografar o Morro do Pico.
  • Piscina da Pousada da Morena ou da Pousada Maravilha (vocês podem pedir para conhecer a pousada e fazer a foto se quiserem!)
  • Piscina da Pousada Maravilha. É bonita também e vale o flash. (vocês podem almoçar lá e fazer a foto!)

coisas que amamos fernando de noronha dicas informações quanto custaO QUE VESTIR

Noronha é uma ilha beeem praiana não espere luxo e sofisticação em nenhum lugar. Em 95% dos restaurantes você vê pessoas de chinelo, roupas de praia e sujas de areia – independente da hora do dia. Isso não é um big deal!

Para jantar os homens podem ir de bermuda e camiseta tranquilamente (e até de chinelo se gostarem e quiserem) e as mulheres não precisam nem colocar salto alto na mala. Rasteirinha é o máximo que você vai usar pra sair em Noronha.

 

COM BEBÊ E CRIANÇA PEQUENA, VALE A PENA?

Recebi muito essa pergunta por que deixei a Vic no Rio pra fazer essa viagem. Então, antes de ir achava que Noronha não era um lugar muito bom para ir com bebe. Agora, que fui, tenho certeza disso. Acho que foi uma decisão muito acertada da nossa parte ter deixado ela em casa. Claro que dá pra ir com criança mas acho que você vai ser obrigada a abrir mão de muitas coisas por lá, principalmente se for sua primeira vez na ilha. E era exatamente isso que não queríamos.

Se você está indo pela primeira vez, como foi o nosso caso, acho que um bebezinho poderia restringir muito a viagem.

Lá é um lugar mais rústico, com pouca estrutura nas praias, sem nenhuma estrutura em restaurantes (não vi nenhum trocador em nenhum restaurante e olha que eu procurei!) e de passeios mais “radicais”. Você precisa andar pra lá e pra cá em cima de pedras, fazer trilhas, sacolejar muito nas estradas… por isso acho que não é o melhor destino pros pequenininhos.

coisas que amamos fernando de noronha dicas informações quanto custaMas, MUITA gente leva. Eu perguntei pra umas 5 pessoas que estavam com bebe pequeno se era tranquilo, o que elas estavam achando e todas responderam exatamente a mesma coisa: dá pra trazer mas o ritmo muda e você não consegue fazer nem metade do que a ilha oferece. Apenas uma dessas, por exemplo, foi ao Sancho com o bêbe (o filhinho dela tinha 19 meses), desceu com ele no canguru e curtiu a praia, mas não ficou muito tempo pela falta de estrutura e sombra do local.

Ou seja, se você está indo pra Noronha pela 3a vez, já conhece a ilha, e não está preocupado em conhecer os hotspots, não liga de abrir mão de algumas (muitas) coisas… acho que não vai se importar em ir com bebe. Lembrando que essa é a minha opinião. Eu, Nathalia, não levaria o meu filho pequeno para lá por conta da falta de estrutura e programação inadequada para a idade dele.

Algumas considerações:

  • Bebês e crianças pequenas não podem andar de buggy (não vi fiscalização, mas ouvi dizer que tem);
  • A ilha tem apenas 1 médico e 1 hospital capaz de atender apenas casos sem gravidade, qualquer caso mais grave você precisará ser transferido para Recife;
  • Apenas 4 praias tem estrutura de barracas e restaurante/barzinho;
  • Quase todos os restaurantes tem Kids menu;
  • A cidade tem pouquíssima acessibilidade pra carrinho;
  • Os hotéis costumam ser muito simpáticos com bebês.

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DICAS GERAIS

  • Camisas com proteção solar são bem importantes. Principalmente para quem gosta de fazer snorkel, plana sub e as caminhadas e trilhas
  • Aqueles sapatinhos pra água ajudaram muito a gente em vários passeios. Recomendo que você leve o seu e deixe no carro pra usar sempre que sentir necessidade.
  • Se você alugar um buggy saiba que suas roupas vão naturalmente ficar imundas. Principalmente durante o dia. Recomendo que você traga pelo menos uma roupa de praia por dia.
  • Se você for na alta temporada reserve tudo com com antecedência: buggy, passeio de barco (se for privado) e passeio de canoa havaiana, principalmente. Do contrário as chances de você não conseguir marcar essas coisas é enorme.
  • Se optar por alugar um buggy peça para a pessoa entregar o carro no aeroporto, dessa forma você não precisa esperar o transfer para o hotel que pode demorar muito.
  • Depois que fizer reserva no seu hotel, entre em contato com eles e/ou com seu guia para ver a quantas anda a questão da marcação das trilhas. Se der para marcar a distância, já se organize para isso. Se não der, lembre-se que os dois primeiros dias você não vai ter nada marcado e programe-se para fazer os passeios que não precisam de agendamento no ICMBio ou conhecer as praias;
  • Dizem que a ilha não tem internet e que o celular não pega por lá. FALSO! Todas as pousadas tem wifi e o celular pega muito bem obrigada em grande parte da ilha. Dizem que a Tim e a Vivo são as melhores operadoras atualmente. Eu sou Claro e meu celular funcionou super bem. Assim como o wifi das duas pousadas que eu fiquei.
  • Sobre ataques de tubarão: os casos que aconteceram na ilha foram casos isolados e são raríssimos. Se você encontrar um tubarão (o que é bem comum) não se apavore, não tente espantar o bicho com nenhum tipo de apetrecho (tipo pau de selfie…) e obviamente, não tente colocar a mão nele. Nade calmamente para outra direção, tomando cuidado para não bater os pés próximo a ele ou assustá-lo.

coisas que amamos fernando de noronha dicas informações quanto custaAcho que é isso, ficou suuuuper completo esse roteirão de Fernando de Noronha. Tô orgulhosa! =) Espero que ajude vocês a organizar a viagem, fazer boas escolhas e claro a aproveitarem muito, tanto a viagem em si, quando o pré-viagem que também é uma delícia.

Se vocês quiserem curtir um pouquinho mais de Noronha, não deixem de assistir aos stories que estão salvos no destaque do meu Instagram. E só clicar aqui e procurar por Noronha 1 e Noronha 2. Tem tudo que eu vi e vivi lá nos meus 6 dias de viagem.

Viajamos em Outubro de 2018.

Brasil, Destinos, Inhotim

Inhotim | Brasil

27 set 2018

Há muito tempo venho tentando me organizar pra conhecer Inhotim. Era uma vontade antiga mesmo, da época em que comecei a me interessar mais por arte e por viajar dentro do Brasil. Por mil motivos a viagem nunca saía, até que em uma promoção inesperada comprei as passagens pra BH e assim, sem mais nem menos, resolvemos que finalmente íamos conhecer Inhotim.

Pra quem não sabe, O Instituto Inhotim é a sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. Está localizado em Brumadinho, uma cidade com 38 mil habitantes, a apenas 60 quilômetros de Belo Horizonte.

COMO CHEGAR

Para chegar até Brumadinho você tem algumas opções: voar até Belo Horizonte e de lá alugar um carro ou contratar um transfer/motorista para te levar e trazer de volta.

Nós optamos por alugar um carro (alugamos aqui!) e ter mais facilidade/disponibilidade por lá. Apesar do trajeto ser curto, essa é uma viagem de mais ou menos 1h30 de carro, sem engarrafamento. A estrada é tranquila, com bastante sinalização e o waze funciona super bem todo o trajeto.

ONDE FICAR

Brumadinho é uma cidade pequena e bem simples, por lá vocês não vão encontrar muitas opções de hospedagem luxuosas, mas tem varias opções de hotéis e pousadas bem simpáticas que atendem de forma bastante satisfatória os interessados no Instituto.

Estrada Real Palace Hotel
Ville de Montagne Hotel
Pousada Verdes Vilas
Pousada Dona Carmita
Pousada Alta Vista

Foto da galeria desta acomodaçãoFoto da galeria desta acomodação(Estrada Real Palace Hotel | Fotos do Booking.com)

Como nós estávamos em 4 adultos e 2 bebês, optamos por alugar uma casa pois seria mais confortável pra gente. Ficamos na Casa Inhotim, uma casa simples e confortável a 5min de carro do centro da cidade e a 10min de Inhotim.

Há quem prefira fazer bate e volta de BH e dormir por lá, nesse caso selecionei alguns hotéis pra quem quiser fazer esse esquema. Lourdes é o badalo de BH, uma espécie de Leblon da cidade. Selecionei algumas opções nesse bairro e algumas outras opções mais no caminho do Instituto.

Quality Lourdes
Promenade BH Platinum
BH Othon Palace
Holiday Inn Savassi
Ibis BH Savassi

Uma novidade é que em breve será inaugurado um super hotel de luxo dentro do Instituto. A ideia é fazer uma verdadeira imersão no mundo das artes. O hotel, que está sendo construído pelo grupo do Txai (de Itacaré), promete ser super diferente, luxuosos e muuuuito moderninho.

MELHOR ÉPOCA E QUANTO TEMPO FICAR

Sempre acho que para alguns destinos do Brasil isso é muito relativo. Pessoalmente nem olhei se era uma “boa época” quando comprei as passagens e os ingressos. Acho que fiz isso por ser um destino “perto de casa”. Imaginei que a temperatura não seria tão diferente e não foi mesmo. Pegamos dias lindos, calor durante o dia e fresquinho de manhã cedo e à tarde/noite.

Se setembro é a melhor época eu não sei, mas com certeza se fôssemos em um dia de chuva seria bem ruim pois todo o deslocamento lá dentro é feito ao ar livre e a pé. Sem falar que várias obras ficam mesmo a céu aberto. Ou seja, em um dia de chuva não seria legal. Acho que essa é a única grande preocupação climática que vocês precisam ter.

Com relação a quanto tempo ficar, vou ser bem pragmática aqui: não passe menos de 1 dia e meio no museu se você tem a intenção de ver todas as obras. E entendam ver como dar uma olhada e não ficar 200h analisando todos os detalhes. É impossível, mesmo que você seja a pessoa mais rápida do mundo. Pessoalmente, acho que fazer um bate e volta de BH, não vale a pena. A não ser que essa seja sua única opção. Mas se você consegue dormir pelo menos uma noite na cidade, faça isso e curta o Instituto com calma.

Nós pegamos um vôo que saía as 7h do Rio e até pousar em BH, alugar o carro e dirigir, chegamos em Brumadinho 11h30. Ou seja, esse foi nosso “meio” dia. No dia seguinte chegamos em Inhotim um pouquinho antes de abrir e saímos na hora que fechou.

ANTES DE IR

Algumas coisas ninguém te fala mas são bem importantes de você saber antes de ir pra lá. Uma delas é: compre seus ingressos pela internet e com antecedência. As filas para comprar na hora são imensas. Mesmo. (O site oficial é esse aqui!)

O Instituto é muito grande, logo, você vai andar muito. Se você tem tempo e isso não é um problema pra você, ótimo. Mas a minha recomendação, independente da sua idade e estilo de viagem é para você comprar junto com seus ingressos pelo menos um dia do transporte em rotas oferecido por eles. Essa dica foi a nossa guia que deu e foi essencial. Vende no mesmo site dos ingressos.

Aliás, contratar um guia, na minha opinião, é fundamental. Ele te acompanha durante toda a visita e te explica sobre o Instituto, sobre as obras, os artistas, sem falar que eles conhecem aquilo com o palma da mão então sabem o melhor caminho, as “melhores” obras… sou suspeita para falar porque realmente acho imprescindível. A nossa viagem não teria sido a mesma sem a nossa guia, que foi maravilhosa.

Ela aguentou nossas piadas, tinha paciência com os horários dos bebês, era fotógrafa do grupo (e das boas) e ainda atuava como babá de vez em quando! Hahahahahah Mas sério, recomendo MUITO! Vou colocar o contato dela aqui.

Thais Martini
(31) 9562-7979
@tatamartinii

Entre em contato com ela com antecedência e já faça seu agendamento. Assim você garante uma visita assistida que certamente será melhor do que passear meio sem rumo (e sem informação) por lá. É o tipo de coisa que vale cada centavo, sabem?

ONDE COMER

Dentro do Instituto você encontra 2 grandes restaurantes e alguns bares, cafés e lanchonetes. Então, comida não será um problema pra você. Nós acabamos experimentando apenas um restaurante porque gostamos tanto que quisemos repetir no dia seguinte.

  • Tamboril: Foi o que amamos. Ele é um buffet de pratos principais e sobremesas, com valor fixo (R$79,90) e você pode comer o quanto quiser. A comida tem gosto de comida caseira e mistura um toque mineiro com uma culinária mais internacional. Tudo estava muito saboroso. Gostamos tanto que repetimos no dia seguinte.

  • Oiticica: É um restaurante um pouco maior, perto das obras do Hélio Oiticica (por isso o nome). Diferente do Tamboril, esse é um restaurante a kilo (R$49,90/kg). Você paga de acordo com a quantidade que comer.

Recomendo que você faça reserva para os restaurantes, principalmente se for na alta temporada ou em feriados pois o instituto fica bem cheio e a gente não quer perder tempo em fila de restaurante né?!

AS OBRAS

Não tenho a menor condição ou capacidade de falar uma a uma aqui. Mas acho que algumas valem um destaque por serem muito legais ou diferentes. Então, resolvi fazer uma seleção das que eu mais gostei por algum motivo. E assim, vocês podem marca-las como imperdíveis na visita de vocês a Inhotim.

Sonic Pavilion | Doug Atkin: Uma das minhas preferidas. Uma ideia simples e genial: o som da Terra. “Trata-se de abrir um furo de 200  metros de profundidade no solo, para nele instalar uma série de microfones e captar o som da Terra. Este som é transmitido em tempo real, por meio de um sofisticado sistema de equalização e amplificação, no interior de um pavilhão de vidro, vazio e circular,  que busca uma equivalência entre a experiência auditiva e aquela com o espaço”. É muito interessante!

Forty Part Motet | Janete Cardiff: Ousaria dizer que foi a minha preferida. “Utilizando microfones individuais, Janet Cardiff gravou cada integrante do coral da Catedral de Salisbury,  trabalhando com vozes masculinas (baixo, barítono e tenor) assim como com uma soprano infantil. Na instalação, a artista usa um alto-falante para cada voz, o que permite ao espectador ouvir as diferentes vozes e perceber as diferentes combinações e harmonias à medida que percorre a instalação.” Ou seja, você fica no meio de um coral cantando. É de arrepiar.

Galeria Adriana Varejão: Uma das galerias mais famosas e bonitas do Instituto. São diversas obras no pavilhão que mostram um pouco do trabalho da artista. “Adriana Varejão elegeu o campo da pintura para desenvolver sua obra. Sua produção abarca fotografia, escultura e instalação, mas sobretudo a pintura, no sentido mais clássico do termo, pela utilização de materiais e técnicas característicos desta que é, historicamente, tanto a mais nobre quanto a mais apreciada linguagem das artes visuais. Nos trabalhos reunidos aqui, é possível acompanhar a diversidade de interesses de sua obra e a variedade de fontes de sua pesquisa – a abstração, a ruína, o monumento, o monocromatismo, a violência; a história, as ciências naturais, a arquitetura.”

Cosmococa | Hélio Oiticica: Nesse espaço você encontra várias instalações interativas do artista. Estas obras transformam projeções de slides em instalações ambientais que submetem o espectador a experiências multisensoriais. É uma das mais famosas do Instituto e muitas vezes tem fila para entrar.

Galeria Cildo Meireles: São 3 ambientes com três obras completamente diferentes. Todas muito interessantes. A “Através” você vai pisando em cacos de vidro para conseguir chegar ao centro da obra. Na “Desvio para o Vermelho” você entra em um ambiente totalmente impregnado com a cor. Achei MUITO interessante. E a terceira é a “Glove Troter” uma malha de aço que cobre bolas de diversos tamanhos. “Seu trabalho pioneiro no campo da arte da instalação prima pela diversidade de suportes, técnicas e materiais, apontando quase sempre para questões mais amplas, de natureza política e social.”

Narcissus Garden Inhotim | Yayoi Kusama: Uma das mais conhecidas obras do Instituto. São 500 bolas de aço inoxidável que flutuam sobre um espelho d´água criando formas diferentes de acordo com o vento e refletindo a paisagem local.

Beam Drop | Chris Burden: É a recriação de uma obra que existia em NY. Mas pra mim, o interessante dessa obra foi a forma como ela foi feita. Um guindaste ficou por 12h, lançando as 71 vigas de ferro que compõe a escultura em uma poça de cimento fresco. Tudo isso, sendo orquestrado pelo artista, claro. Resultado final: Beam Drop. Interessante (além de produzir ótimas fotos!).

Ttéia | Lygia Pape: Essa é uma obra “simples”, mas chamou muito a minha atenção. É uma obra toda feita com fios metalizados. “O texto versa sobre o resgate da liberdade de experimentação, questionando os parâmetros racionalistas do projeto construtivo e recuperando a dimensão subjetiva da obra”.

Bom, essas são apenas algumas das muitas obras e galerias que vocês vão encontrar por lá. São as que me marcaram de alguma forma, as que eu mais gostei por algum motivo ou as que chamaram a minha atenção. No site oficial de Inhotim você encontra mais informações sobre todas as obras, exposições, coleções e galerias do Instituto.

VALE IR COM BEBÊ E CRIANÇA?

Na minha opinião vale MUITO! Tanto bebê quanto criança. Claro que bebê não entende absolutamente nada em termos de obra de arte, mas quem é que quer que eles entendam não é mesmo? O lugar é lindíssimo, todo arborizado, cheio de flores, plantas, lagos, gramadões verdinhos… pros pequenininho é um prato cheio em termos de estímulos, ar puro e natureza.

Pros maiores acho ainda mais interessante pois muitas das obras são interativas, acessíveis e diferentes. Elas despertam o interesse dos pequenos. Algumas obras tem piscina aberta para os visitantes, outras tem diferentes tipos de interatividade… E assim como é um show de estímulos para os bebês, para as crianças maiores também é. Com a diferença de que talvez elas entendam um pouco mais do espaço que estão conhecendo e visitando.

Na prática: todos os lugares tem rampa e são super acessíveis. Vocês não terão problema de andar com carrinho de bebê pra cima e pra baixo. Além disso, tem a possibilidade de usar o carrinho de golfe pago, disponível no instituto. Algumas distâncias são muito longas e sem dúvidas, é uma boa pedida para quem está com criança. Os restaurantes são super tranquilos e kids friendly. Eles tem cadeirinha para os pequenos e opções de comidinha bem tranquilas.

Em resumo, gostei muito de ter ido a Inhotim. Era um lugar que eu queria muito conhecer e superou as minhas expectativas. Muito mais organizado, bonito e agradável do que eu imaginava. Muito legal de levar os bebês, de passear, ótima comida, obras super interessantes pra todos os gostos e idades.

Uma viagem relativamente barata dentro do Brasil e que vale a pena ser feita. Recomendadíssima!

Viajamos em setembro de 2018. Vic tinha 14 meses.